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[:pt]Eleições Norte-Americanas e as suspeitas de hackers russos[:]

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Em junho passado, membros do FBI alertaram oficiais do estado do Arizona sobre um ataque de origem desconhecida ao sistema de registros de eleitores. O ataque não foi bem sucedido em ganhar acesso a ele, no entanto, o nome de usuário e senha de um oficial de eleição foram obtidos.

O sistema de registros de eleitores sem papel de Illinois também foi alvo de uma ação, a qual foi detectado dia 12 de julho, e fez o sistema de registros de eleitores reverter para um modelo baseado em papel, durante uma semana. Esse ataque também não obteve sucesso, pois só foram obtidas algumas informações dos registros eleitorais, mas que já eram de domínio público.

Não há comprovação de que tais ações foram realizadas por membros do Governo russo ou por um grupo do país, no entanto, apesar da falta de provas, a mídia norte-americana não perdeu tempo em associar os ataques aos russos. Já houve, no entanto, fortes indicativos de envolvimento de grupos ligados ao Governo da Rússia nas eleições norte-americanas em dois casos anteriores, tendo a confirmação de ataques mais sérios também em junho deste ano ( 2016).

Numa situação, dois grupos de hackers russos, com possíveis ligações com o Governo, obtiveram acesso e monitoraram as comunicações do Partido Democrata dos Estados Unidos e, em um segundo momento, o sistema de computadores do Partido Democrata foi invadido, tendo sido obtidas informações sobre a pesquisa de oposição ao candidato republicano Donald Trump, com indícios de que foram extraídas.

Esses casos representam umas das grandes preocupações de diferentes países que buscam adotar um sistema online de registros de eleitores, ou até mesmo versões de eleições online, que, por medo de terem suas eleições hackeadas, manipuladas ou adulteradas, permanecem com sistemas como urnas eletrônicas e/ou cédulas de papel.

Também condiz com as preocupações de Brian Calkin, vice-presidente de operações do Center for Internet Security, uma multi-estatal que ajuda agências governamentais à combaterem ciber-ameaças e trabalha em conjunto com oficiais federais. Ele alerta: “estou menos preocupado com atacantes conseguindo acesso ou baixando informações. Me preocupo mais com essa informação sendo alterada, modificada ou deletada. Esse é o real potencial para qualquer tipo de acesso nas eleições”.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hacker

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About author

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.
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