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Emigração e Imigração: relatos de uma Política Econômica Portuguesa

Migrar, desbravar o novo, encontrar-se no desconhecido podem ser tidas como características marcantes da cultura portuguesa, dentre tantas rotas desenhadas desde antes mesmo do século XV, marcado pelo início das chamadas “Grandes Navegações”. No entanto, as crises, sobretudo econômica, podem ser tidas como fortes catalizadores destas características culturais, muitas vezes postas a limites frente às fronteiras, nem sempre físicas, que países outros podem impor.

Com cerca de 1,4 milhão de pessoas que se declaram portuguesas[1], os Estados Unidos da América continua a ser um grande foco de migrantes que buscam, sobretudo, estabilização financeira e profissional. A cidade de Newark é um exemplo claro do estabelecimento de um sincretismo cultural por uma influência portuguesa no cotidiano americano[2], refletindo-se nas fachadas de fortes negócios locais com nomes da língua-mãe destes portugueses, os quais tentam ao máximo colaborar com a integração, mesmo que temporária, dos recém chegados das terras lusitanas até que se estabeleçam em suas profissões. No entanto, deve-se destacar, que a obtenção de visto de trabalho se apresenta como uma maior barreira para se conseguir empregos mais qualificados[1][2], situação que está longe de ser nova, tanto para portugueses quanto para outros povos.

Na contramão deste fluxo, o Governo português lança a proposta de criação de uma agência nacional que atraia imigrantes qualificados. De forma interessante, a ideia passa, necessariamente, pela inserção de experts como maneira de travar a saída de jovens formados. Ou seja, deseja-se importar cérebros estrangeiros como mecanismo de contenção da evasão de cérebros nacionais. Segundo o secretário de Estado, Pedro Lomba, esta seria uma forma de proporcionar um redirecionamento na questão migratória, que além de social é sobretudo política[3][4].

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Imagem (Fonte):

http://2.bp.blogspot.com/_l8hMbaCuyOc/TQVqdf2V91I/AAAAAAAABvk/vVSg4Q84dQg/s200/P%2B-%2BEUA.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.acorianooriental.pt/noticia/ha-muitos-portugueses-a-procurar-a-america-mas-poucos-a-conseguirem-vistos

[2] Ver:

http://www.observatorioemigracao.secomunidades.pt/np4/3708.html

[3] Ver:

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3408610

[4] Ver:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=654576

About author

Graduado Relações Internacionais, possui diploma de Estudos Especializados e Mestrado em Relações Internacionais pela Universidade dos Açores (UAç). Foi Professor da graduação em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba e atuou em organizações humanitárias como a PLAN International e a Casa da Mulher do Nordeste. Atualmente é pesquisador e aluno do Phd em Relações Internacionais: Política Internacional e Resolução de Conflitos, na Universidade de Coimbra. Assuntos como Fome, Violência Urbana, Paradiplomacia e Política Internacional permeiam suas pesquisas.
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