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Empresas indianas aumentam a participação no petróleo angolano e moçambicano

Angola e Moçambique vem se destacando entre os países africanos no quesito de atração de investimentos asiáticos. China, Japão, Índia, dentre outros países da região, vem aumentando sua parcela de investimentos em Angola em diversos setores da econômica local.

Nesta semana, o grupo indiano “ONGC Videsh”, lançou uma nota oficial informando suas intenções em adquirir 10% do “Bloco Área 1”, que, hoje, pertence a empresa estadunidense “Anadarko Petroleum”, em Moçambique. A corporação indiana pertence ao grupo estatal “Oil and Natural Gas Corporation(ONGC), que também está otimista com a aquisição.

Citado pelo jornal indiano “The Economic Times”, DK Sarraf declarou: “Apresentamos uma proposta para a compra dos 10% do grupo Anadarko Petroleum e desta vez estamos a concorrer isoladamente, sem a participação da Oil India Ltd. (OIL)[1].

Atualmente a “ONGC Videsh”, juntamente com a “Oil India LTD”, comprou 10% de participação do Bloco da “Bacia do Rovuma”. As empresas indianas vem se unindo por interesses comuns na África. Essas mesmas empresas, em parceria com a “Bharat Petroleum”, possuem, cada uma, 10% de participação das bacias moçambicanas, superando os 15% da estatal de Moçambique, a “Empresa Nacional de Hidrocarbonetos”, que detém 15% de ações. Além delas, a japonesa “Mitsui & Co” é proprietária de outros 20%.

Analistas apontam que, no longo prazo, a aquisição pelos indianos de outras participações menores de empresas estrangeiras, tende a deixá-los com mais de 50% das participações das Bacia em Moçambique.

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.macauhub.com.mo/pt/2013/08/16/grupo-ongc-da-india-quer-comprar-mais-10-de-bloco-petrolifero-em-mocambique/

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Ver também:

http://www.rigzone.com/news/oil_gas/a/127306/Oil_India_ONGC_to_Buy_Mozambique_Gas_Stake_Kazakh_Deal_Looms

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About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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