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Equador poderá se tornar Estado Associado da Aliança do Pacífico

A Aliança do Pacífico (AP) aceitou o pedido de vinculação do Equador como Estado Associado do grupo. O aceite foi formalizado por meio da Declaração de Puerto Vallarta, assinada pelos Presidentes dos países associados, em 24 de julho de 2018, no encerramento da XIII Cúpula da Aliança do Pacífico, na cidade mexicana que dá nome ao documento.

Membros associados e observadores da Aliança do Pacífico

A Aliança do Pacífico foi criada em junho de 2012, pelo Chile, Colômbia, México e Peru, para ser “um mecanismo de articulação política, econômica, de cooperação e integração que busca encontrar um espaço para impulsionar um maior crescimento e maior competitividade das quatro economias que a integram”. A estrutura de gestão consiste em um colegiado dos Presidentes das quatro Repúblicas, um Conselho de Ministros e a Presidência Pró-Tempore, no momento exercida pela Colômbia. Além destes quatro, conta nos cinco continentes com 55 Estados Observadores, dos quais, cinco estão em processo de análise para se tornarem Associados: Austrália, Canadá, Cingapura, Coreia do Sul e Nova Zelândia.

O Equador foi aceito como membro observador em maio de 2013, durante a gestão de Rafael Correa (2007-2017), entretanto, ele via com restrições a instituição. Em uma palestra na Universidade de Sorbonne, na França, em novembro de 2013, o mandatário argumentou que diferentemente dos arranjos como a Unasul, que buscavam uma real integração dos povos sul-americanos, a Aliança do Pacífico atendia interesses das grandes potências de fazer do continente apenas um grande mercado consumidor. Cerca de um ano depois do ingresso como observador, Correa descartou a possibilidade de vinculação do país como associado do Bloco e afirmou que estariam mais alinhados com a visão econômica do Mercosul, mesmo assim, com a entrada sujeita a um prévio estudo de custos versus benefícios.

O Equador compõe a Comunidade Andina (CAN), juntamente com três dos quatro membros da Aliança – Chile, Colômbia e Peru –, com os quais mantém relações  comerciais, inclusive realizam juntos rodadas de negócios desde 2012. Correa via a CAN com distinção, tanto que nunca desvinculou o país da Comunidade, embora rejeitasse o acesso à AP. Para o atual governo de Lenín Moreno este vínculo comercial pré-existente com três quartos dos integrantes da Aliança, juntamente com a existência de um antigo acordo básico bilateral com o México, justificam a maior aproximação, além de trazer a perspectiva de fortalecer a relação com os outros cinco países que pleiteiam se tornar igualmente associados. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 XIII Cúpula da Aliança do Pacífico no México” (Fonte):

https://alianzapacifico.net/cloudcomputing/iadb-org/serverhosted/alianzapacifico/multimedia/archivos/28708364347_004289165d_z.jpg

Imagem 2 Membros associados e observadores da Aliança do Pacífico” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alian%C3%A7a_do_Pac%C3%ADfico#/media/File:Pacific_Alliance.svg

About author

Mestre e especialista em relações internacionais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em Política e Estratégia pelo programa da ESG (UNEB, ADESG/BA), bacharel em Administração pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Consultor e palestrante de Comércio Exterior.
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