ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Equipe Olímpica composta por refugiados sonha com a Olimpíada de Tóquio 2020

Aproximadamente 40 atletas que compõem um grupo de refugiados oriundo de países como Afeganistão, Camarões, República Democrática do Congo, Eritreia, Etiópia, Irã, Sudão do Sul, Sudão e Síria estão na expectativa de disputar a Olimpíada de Tóquio 2020, sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI). As modalidades abrangidas são: atletismo, badminton, boxe, judô, karatê, natação, taekwondo e levantamento de peso. 

Entre eles, permanecem os dez integrantes da primeira Equipe Olímpica de Refugiados, que estreou na Rio 2016. O incentivo para a participação na competição resulta de uma bolsa-atleta, por meio da iniciativa de fomento ao desenvolvimento do esporte do próprio COI, denominada Solidariedade Olímpica.

O projeto também conta com recursos dos Comitês Olímpicos Nacionais dos países de acolhimento. Atualmente, os 37 beneficiários residem na Austrália, Bélgica, Brasil, Alemanha, Israel, Jordânia, Quênia, Luxemburgo, Portugal, Holanda, Turquia e Reino Unido.

A lista completa de atletas pode ser acessada por este link. Segundo o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, “o esporte é uma linguagem universal que transcende fronteiras, muros, guerras e outras barreiras”.

Nesse sentido, com a possibilidade de os refugiados competirem nas Olímpiadas, também há a manifesta colaboração ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 16 – “Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

Em relação ao número de refugiados no Brasil, de acordo com os dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), a 4º edição do relatório “Refúgio em Números aponta um total 11.231 pessoas reconhecidas pelo Estado brasileiro. Por nacionalidade, os sírios representam 36% da população refugiada com registro ativo no país, seguidos por congoleses, com 15%, e angolanos, com 9%.

Quanto ao número de solicitações, isto é, casos que aguardam verificação de elegibilidade, foram mais de 80 mil no ano passado (2018), sendo 61.681 de venezuelanos. Em segundo lugar está o Haiti, com 7 mil solicitações, depois pelos cubanos (2.749), por chineses (1.450) e bengaleses (947).

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “#Para cego ver: O judoca congolês Popole Misenga na Rio 2016  Foto: ACNUR/Benjamin Loyseau” (Fonte): https://nacoesunidas.org/refugiados-vivendo-no-brasil-treinam-para-participar-de-equipe-olimpica-em-toquio-2020/

Imagem 2 #Para cego ver: Durante uma aula de judôcriança brasileira posa para foto com Yolande Mabikarefugiada congolesa que se tornou atleta olímpica e competiu nas Olimpíadas do Rio em 2016 – FotoACNUR/Benjamin Loyseau” (Fonte): https://nacoesunidas.org/refugiados-vivendo-no-brasil-treinam-para-participar-de-equipe-olimpica-em-toquio-2020/

About author

Pós-graduanda em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2018-2019). Graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2015), pela I Turma de Relações Internacionais – Turma Nelson Mandela. Ao longo da graduação, implementou o Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) da UNISINOS. Possui interesse na área de Segurança Internacional, Organizações Internacionais e Direito Internacional, especificamente, no Direito Internacional dos Refugiados e Migrações. Tem como experiência profissional assessoria técnica para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, na Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG, RS). Como articulista do CEIRI trabalha temas correlatos à América Latina.
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