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Espanha e China se aproximam estrategicamente na política e na economia

A Espanha recebeu o Presidente da China, Xi Jinping, antes da cúpula do G20 na Argentina. O objetivo do encontro foi reforçar as relações bilaterais entre os países. Segundo reportagem do El País, a principal motivação espanhola seria de caráter econômico, sobretudo no que diz respeito às exportações.

De acordo com o Observatório de Complexidade Econômica da Universidade de Harvard, a China representa apenas 2,2% das exportações espanholas, pouco menos de US$ 6 bilhões; já as importações compreendem 8,6%, cerca de US$ 26 bilhões, tornando-a o terceiro maior parceiro econômico espanhol, superando os Estados Unidos da América (EUA).

Xi Jinping, Presidente da China

O principal interesse chinês em sua política externa é a nova Rota de Seda (Belt and Road Initiative, BRI) e a Espanha poderia ser um parceiro importante na Europa, bem como na União Europeia. No entanto, o Governo espanhol acenou negativamente para o grande projeto logístico da China, que pretende escoar sua produção por terra e por mar através do espaço eurasiático, a fim de alcançar os mercados ocidentais.

Mesmo assim, Xi Jinping e Pedro Sanchez, Primeiro-Ministro espanhol, assinaram diversos acordos em vários segmentos com o objetivo de estreitar relações entre os Estados. Ademais, ainda que a Espanha não se posicione abertamente a favor da BRI, demonstra um evidente alinhamento com o país asiático. Vale ressaltar que os dois países possuem movimentos de independência em seus territórios – Catalunha, na Espanha; e Xinjiang, na China –, sendo ambos aliados em discursos contrários a secessões.

O posicionamento da Espanha favorável aos chineses aponta, em parte, para um desalinhamento às políticas adotadas pelos EUA. A expansão chinesa para o Ocidente não é novidade, mas a perda de terreno, sobretudo econômico, dos norte-americanos na Europa é um fenômeno recorrente, principalmente após a ascensão de Donald Trump à Presidência do país.

A Guerra Comercial entre China e EUA é uma importante evidência do incômodo do último em razão das investidas do primeiro. Resta saber se os Estados europeus permanecerão sob a influência não só política, mas principalmente econômica dos norte-americanos, ou se permitirão uma maior abertura às empresas chinesas e à sua política externa expansionista.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da Espanha” (Fonte):

https://pixabay.com/pt/espanha-amarelo-vermelho-bandeira-518688/

Imagem 2Xi Jinping, Presidente da China” (Fonte):

http://en.kremlin.ru/events/president/news/56046/photos/51177

About author

Bacharel em Defesa e Gestão Estratégica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos da Escola de Guerra Naval (PPGEM/EGN). É pesquisador do Núcleo de Avaliação da Conjuntura, participando da produção do Boletim Geocorrente, ambos da mesma instituição. Suas principais áreas de interesse envolvem as políticas de Defesa do Reino Unido, com enfoque na Marinha; Brexit e movimentos separatistas europeus; questões marítimas globais; e Geopolítica.
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