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Especialistas apontam as vantagens da proposta Gripen NG

Após o anúncio de que o Governo brasileiro havia escolhido o caça sueco “Gripen NG” como o vencedor do “Projeto FX2”, os analistas voltaram a apresentar de forma mais incisiva as vantagens comparativas deste modelo para as necessidades brasileiras.

As opiniões convergem para dois aspectos: (1) tecnicamente, o “Gripen NG” tem a vantagem de ser uma espécie de Coringa, um equipamento que se adapta amplamente a várias funções, com alta tecnologia de ponta e podendo exercer atividades variadas por todo o território, ou seja, sua vantagem comparativa mais notória é a versatilidade[1], algo que tanto o francês “Rafale F3”, da Dassault, quanto o norte-americano “F-18E/FSuper Hornet”, da Boing, não possuem como o Gripen; (2) ao contrário do sentido dado pelas críticas que vinham sendo lançadas no momento mais tórrido da disputa, o fato de ser um avião em desenvolvimento permitirá o compartilhamento da tecnologia[1], com desenvolvimento conjunto, e não apenas transferência de conhecimento produzido numa relação de ensino e  aprendizagem, mas sim de ensino, aprendizagem e produção conjunta de novos conhecimentos para alavancar outros projetos, graças a autonomia que o Brasil terá doravante, já que a SAAB está adquirindo o espírito de quem está recebendo cidadania brasileira e visa ter residência no território nacional. A própria empresa postou em seu site a mensagem “Gripen: orgulho de se tornar brasileiro[2], dando o recado de que deseja se integrar ao parque nacional e, possivelmente, produzir novas tecnologias que surgirão como corolário da construção do “Gripen NG”, o qual, ressalte-se, também já tem seu modelo demo disponível, conforme foi disseminado na mídia ao longo desse ano de 2013, respondendo às críticas de que era apenas um projeto no papel.

Outras vantagens também começaram a ser abertas ao público: pagamento apenas após o recebimento do equipamento; abertura do código fonte do sistema de armas[3] para a empresa brasileira que trabalhará no Projeto com a SAAB, a Embraer; a ampla superioridade em versatilidade armamentista gerada pelo fato de ser um aparelho que pode ser adaptado para outros armamentos e não apenas aos disponibilizados por um fornecedor específico, tal qual se afirma que são os casos norte-americano e francês.

A Suécia também está disponibilizando o aluguel de 6 a 12 caças Gripen dos modelos anteriores[4] para substituir os atuais “Miragem 2000” da “Força Aérea Brasileira” (FAB) que serão aposentados no final deste ano (2013), o que já colocará os pilotos em contato com a tecnologia que será usada no futuro e não deixará o espaço aéreo do Brasil mais desguarnecido do que está enquanto espera os novos equipamentos.

A situação traz um alívio ao Governo brasileiro, pois resolve um problema que se arrasta a quase duas décadas e observadores apontam que a conclusão das negociações se deram de maneira bem adequada aos brasileiros. De início, garantirá que o orçamento governamental de 2014 não será afetado, uma vez que ao longo do ano ainda se estará encerrando a assinatura de contrato. Como dito, haverá apoio para manter alguma operacionalidade diante da atual conjuntura do espaço aéreo nacional. Tem-se convicção de que a tecnologia deverá ser realmente compartilhada,  transferida e desenvolvida. Está sendo acertado que o grosso dos recursos financeiros necessários serão disponibilizados apenas quando o Projeto estiver avançado e os caças disponíveis. Além disso, acrescenta-se que a alta das ações que SAAB teve nas bolsas[5] refletirá na brasileira Embraer que virá a ser uma das produtoras de caças de última geração, podendo concorrer no futuro mercado regional e global, juntamente com uma parceira reconhecida e valorizada.

Como fecho, pode-se destacar a questão da confiança, algo que veio a ser gerado por seguidos comportamentos positivos, como o do Governo sueco que não interferiu no processo de concorrência, segundo foi disseminado na mídia, pelo fato de julgar que não tinha o direito de intervir em negociações de empresas privadas. Esse aspecto, para muitos avaliadores, acrescenta em credibilidade para o cumprimento do Contrato. 

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Fonte consultada:

[1] Ver:

http://tv.estadao.com.br/videos,ROBERTO-GODOY-ANALISA-CACAS-QUE-CONCORRERAM-COM-O-MODELO-SUECO,221029,260,0.htm

[2] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,venda-de-cacas-ao-brasil-surpreende-imprensa-sueca,1110451,0.htm 

[3] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-pagara-us-45-bi-por-36-cacas-suecos-e-transferencia-de-tecnologia,1110162,0.htm 

[4] Ver:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-e-suecia-negociam-emprestimo-de-cacas,1110605,0.htm 

[5] Ver:

http://economia.estadao.com.br/noticias/aemercados,acoes-da-saab-tem-alta-historica-apos-venda-de-cacas,173546,0.htm 

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Ver também:

http://www.infomoney.com.br/embraer/noticia/3111302/saiba-como-embraer-pode-beneficiar-com-caca-sueco-comprado-pelo  

Ver também:

http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2013/12/brasil-confirma-compra-de-36-cacas-suecos.shtml 

Ver também:

http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=333561&codDep=1

About author

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.
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