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Estados Unidos e Suécia selam acordo de apoio à agricultura moçambicana

Foi celebrado na semana passada um Acordo de apoio à agricultura moçambicana entre os governos de Moçambique, Estados Unidos e Suécia[1]. O Acordo prevê investimentos de aproximadamente 27 milhões de dólares, com o intuito de financiar projetos que visam a expansão da agricultura familiar e a de médio porte em Moçambique[1].

O pacote foi proposto pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) juntamente com a Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (ASDI)[1]. No que diz respeito ao investimento americano, o aporte de dólares faz parte do ProgramaFeed the Future”, levado a cabo pela embaixada norte-americana na região[2][3]. Além de Moçambique, diversos países da África Oriental também são contemplados pelo mesmo Programa, como é o caso do Quênia, Malawi e Zâmbia[2].

Em Moçambique, os investimentos por parte do Governo norte-americano concentram-se nas províncias centrais do país, como Nampula e Zambezia[3][4]. Nelas, a agricultura é a principal atividade produtiva, sendo fonte de renda e emprego para diversos habitantes. Contudo, ambas as regiões enfrentam sérios entraves à modernização destas atividades, como a escassez de insumos básicos e a baixa utilização de maquinário agrícola[4]. A precariedade das atividades agrícolas se torna evidente ao constatar que somente 7,2% da terra cultivável eram de fato utilizadas em 2012, segundo dados do Banco Mundial[5].

Além disso, ambas as regiões concentram altos índices de pobreza e baixo indicadores de qualidade de vida: em Nampula e em Zambezia residem 44% da população pobre de Moçambique e 51% das crianças mal nutridas abaixo de 5 anos de idade[3].

O setor agrícola em Moçambique é marcado pela agricultura familiar, uma vez que aproximadamente 97% da produção total de alimentos vem de propriedades cuja dimensão não ultrapassa a marca de 2 hectares[6]. Dessa forma, há uma emergente necessidade de que a oferta de linhas de crédito ao pequeno produtor se expanda, tendo em vista que estes são cruciais para a segurança alimentar e para a oferta de alimentos em Moçambique.

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Imagem (Fonte – IFDC):

http://www.ifdc.org/projects/current2/north_west_africa/ftf-usaid-att/about-ftf-usaid-att/

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Fontes Consultadas:

[1]VerJornal de Angola”:

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bancos_reduzem_financiamento_a_economia

[2] VerFeed the Future”:

http://www.feedthefuture.gov/countries

[3] VerFeed the future – Mozambique”:

http://www.feedthefuture.gov/country/mozambique

[4] VerUSAID”:

http://www.usaid.gov/mozambique/agriculture-and-food-security

[5] VerBanco MundialEstatísticas”:

http://data.worldbank.org/country/mozambique

[6] VerFAOMozambique”:

http://www.fao.org/countryprofiles/index/en/?iso3=MOZ

About author

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique
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