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NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Estudo defende ação global contra as botnets

Em publicação recente, os pesquisadores Jason Healey e Robert Knake defendem a necessidade da implementação de uma ação global contra as botnets. Em relação ao seu conceito, no âmbito da cibersegurança, o termo bots é concebido como uma abreviação de robot, nesse sentido, “os criminosos distribuem um software mal-intencionado (também conhecido como malware) que pode transformar seu computador em um bot (também conhecido como zumbi). Quando isso ocorre, o computador pode executar tarefas automatizadas via Internet sem que você saiba”.

Representação de uma botnet

Por sua vez, em relação às botnets, “os criminosos costumam usar bots para infectar grandes quantidades de computadores. Esses computadores formam uma rede, ou uma botnet. Os criminosos usam botnets para enviar mensagens de spam, disseminar vírus, atacar computadores e servidores e cometer outros tipos de crimes e fraudes. Se o seu computador se tornar parte de um botnet, ele poderá ficar lento e você talvez esteja ajudando tais criminosos sem que o saiba”.

Os pesquisadores afirmam que, no âmbito da política internacional, a infecção dessas redes pode ser instrumentalizada por agentes governamentais com o objetivo de controlar a liberdade de expressão ao redor do mundo, por meio, por exemplo, de ataques de negação de serviço, impossibilitando, dessa forma, o acesso a determinados sites ou até mesmo ao sistema de redes de comunicação de um determinado país.

Os estudiosos destacam que, ao longo de 2017, os principais Estados atacados por bots ao redor do mundo foram: China, Índia, Brasil, Irã, Vietnã e Rússia. Por sua vez, as principais fontes identificadas desses ataques foram: Alemanha, China, Estados Unidos, Egito, Índia e Turquia. 

Devido ao seu alcance global, conforme Healey e Knake, a comunidade internacional precisa adotar duas medidas fundamentais. A primeira consiste em estabelecer uma meta ambiciosa, ainda que a mesma seja quase impossível de ser cumprida, como reconhecem os próprios pesquisadores. Essa meta consistirá na iniciativa de zerar por completo a atividade dos bots e, por conseguinte, das redes criadas por esses softwares.

A segunda ação, conforme defendem os pesquisadores, consistiria em aumentar o espaço de ação e a responsabilidade de as empresas privadas combaterem esses elementos de desestabilização da internet ao redor do mundo. Nesse sentido, Healey e Knake asseveram que “as empresas privadas, que têm maior a probabilidade de serem vítimas dessas ações, são as mais adequadas para combatê-las. Embora caiba ao governo a responsabilidade de prender os criminosos, a maioria das ações necessárias para remover as botnets e limpar o ecossistema que as sustenta podem ser desempenhadas pelos atores privados”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa da rede de cabos submarinos ao redor da Terra” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Internet#/media/File:Submarine_cable_map_umap.png

Imagem 2 Representação de uma botnet” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Botnet#/media/File:Botnet.svg

                                                                                    

About author

Mestre em Relações Internacionais (UEPB), especialista em Direito Internacional e Comércio Exterior (UnP) e bacharel em Relações Internacionais (UnP). É professor universitário e coordenador acadêmico, interessa-se por temas como: Cooperação Internacional em Ciência, Teconolgia e Inovação; Diplomacia Científica; Technopolitics e Peace Innovation.
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