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EUA impõe sanções a empresas chinesas e russas

No dia 22 de agosto de 2017, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções a seis indivíduos e dez companhias que estariam mantendo relações econômicas com a Coreia do Norte (DPRK, sigla em inglês). Entre as empresas inclusas na lista, seis possuem nacionalidade chinesa e uma russa. De acordo com declaração oficial do Secretário de Tesouro estadunidense, Steven T. Mnuchin, “é inaceitável que indivíduos e companhias na Rússia, China e qualquer lugar facilitem a geração de renda usada pela DPRK para o desenvolvimento de armas de destruição em massa e desestabilização da região”.

Presidentes da China e na Rússia em encontro no Kremlin

A iniciativa estadunidense ocorre uma semana após os países membros do Conselho de Segurança da ONU concordarem por unanimidade com a imposição de novas sanções econômicas e financeiras ao regime norte-coreano. Desse modo, parece improvável que Washington aceite a proposta sino-russa de abandono dos exercícios militares com a Coreia do Sul em troca da suspensão do desenvolvimento do programa nuclear da Coreia do Norte.

A medida suscitou respostas imediatas de Beijing e Moscou. Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o país se opõe a qualquer sanção fora do escopo do Conselho de Segurança das Nações Unidas, especialmente as que interfiram na autonomia das leis chinesas para punir firmas e indivíduos em seu território. Por sua vez, o Vice-chanceler da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou em entrevista que “Washington deveria já ter compreendido que a linguagem das sansões é inaceitável para nós. As soluções para os problemas reais são apenas dificultadas por tais ações. Até agora, no entanto, parece que eles não foram capazes de entender uma verdade tão óbvia”.

Nesse contexto, nota-se que as possibilidades de coordenação diplomática entre EUA, China e Rússia se tornam cada vez mais intrincadas. É importante lembrar que os interesses das três potências mundiais também se chocam em relação à guerra na Síria, a instabilidade na Ucrânia, a instalação do sistema de defesa antimísseis estadunidense ao longo da Eurásia, bem como nas disputas territoriais no Mar do Sul da China. Por conta disso, salienta-se o risco de que a escalada de tensões na península coreana implique em entraves para cooperação em outros pontos sensíveis da política internacional contemporânea. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_Pentagon_2017.jpg

Imagem 2Presidentes da China e na Rússia em encontro no Kremlin” (Fonte):

http://static.kremlin.ru/media/events/photos/big/aySvTLPp1LLsGIeAmAhWS6XPqlog1ewC.jpg

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