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NOTAS ANALÍTICAS

EUA querem intermediar relações sino-japonesas

O vice-premiê chinês Ki Keqiang encontrou-se com uma delegação dos Estados Unidos, quando discutiu acerca do agravamento das relações sino-japonesas. Estavam presentes o ex-subsecretário de Estado, James Steingber, e Stephen Hadley, “Assistente de Segurança Nacional da Casa Branca”.

Segundo informações fornecidas pela a agência de notícias Xinhua e reproduzidas na mídia internacional, os estadunidenses querem participar do processo de melhoria das relações entre Beijing e Tokyo com as negociações sobre a soberania das ilhas Diaoyu. Porém, a autoridade chinesa afirmou que as ilhas são de seu país, que não abrirá mão delas.
Os chineses não pretendem mais conversar sobre o assunto com Washington e Hong Lei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que as autoridades chinesas apenas tratarão de assuntos ligados as relações sino-americanas junto aos diplomatas norte-americanos.
Segundo Wang Pin, especialista em estudos japoneses da “Academia Chinesa de Ciências Sociais”, consultado pelo “Global Times”, “As observações de Hong indicaram que a China não vai aceitar a mediação de os EUA, e não mostraram qualquer sinceridade em desistir da disputa pelas Ilhas Diaoyu”* (Tradução livre).

Acompanhando as principais mídias asiáticas, é possível concluir que Washington está fragilizado para conduzir assuntos importantes que dizem respeito aos problemas envolvendo as nações do continente asiático. No último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, a China foi comentada e as observações feitas pelos adversários não agradou Beijing.

No Japão, considerações acerca de ações positivas e negativas dos estadunidenses parecem caminhar juntas, diminuindo a credibilidade diplomática dos norte-americanos para este país. Nesta semana o “Ministro da Defesa do Japão”, Satoshi Morimoto, solicitou que Washington tome medidas sobre a postura e as ações de seus militares em solo japonês.
Muitos soldados estadunidenses são acusados de infrações em Okinawa, o mais recente foi outro caso de estupro, que repercute em grande escala em todo o Japão e os delitos dos militares estrangeiros somados aos escândalos envolvendo autoridades do governo japonês estão contribuindo para a baixa aprovação popular dos líderes do país.
Muitos especialistas acreditam que Washington deve repensar em suas prioridades e suas estratégias para atuar na Ásia, pois os atuais temas que são destaque na região envolvem diretamente problemas culturais e históricos dos Estados regionais.

Para poder atuar como mediador de negociações e conflitos na região, a cultura e a história local deverão ser estudadas em detalhes para que os EUA não prejudiquem sua imagem com as nações orientais.
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[1] Imagem fonte: Wikipédia

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Fontes:

* Ver:
http://www.globaltimes.cn/content/740062.shtml
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Ver também:
http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news01.html

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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