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[:pt]EUA suspeitam que China esteja violando as sanções à Coreia do Norte[:]

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Desde que iniciou seu Programa Nuclear, na década de 1990, a Coreia do Norte sofre sanções comerciais impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CS-ONU), porém ela recebe ajuda de aliados, como a China, que comercializam recursos necessários à sobrevivência do povo coreano. Atualmente, os Estados Unidos abriram uma investigação para saber se a China está indo além do básico e se está violando as sansões impostas aos norte-coreanos.

Ajuda humanitária e comércio de alimentos não foram totalmente cortados nas sanções impostas a Pyongyang. A Coreia do Sul, tida como principal inimiga do Governo da família Kim, sempre enviou recursos para alimentar famílias norte-coreanas, muito pelo fato de haver laços entre elas e as da Coreia do Sul, já que parentes foram separados no século XX, quando a Península foi dividia em duas Coreias.

No caso chinês, empresas locais de exportação e pessoas físicas estão sendo acusadas de violar as punições impostas à Coreia do Norte. O coordenador de sanções políticas do Departamento de Estado dos EUA declarou à imprensa que os norte-americanos estão dispostos a punir quaisquer empresas chinesas que ajam contra as sanções imputadas pela ONU, além disso, que visam ampliá-las para atordoar os avanços militares norte-coreanos.

China e Estados Unidos sempre discutiram sobre sanções unilaterais e em conjunto com o Conselho de Segurança, e nem sempre concordam com a amplitude de novas punições e ou com o aumento do isolamento de Pyongyang, pois, para a China, ser mais rígida nas sanções poderá ser prejudicial a sua economia, já que a principal fonte de exportação do país vizinho é o Carvão, e o principal destino deste é a indústria chinesa.

Observadores apontam que, tendo em vista que existem empresas sul-coreanas e chinesas que mantém negócios em solo norte-coreano, as investigações dos estadunidenses precisam ser bem precisas para realizarem acusações contra as tradings chinesas, sem que isso também abra suspeita sobre as demais empresas que atuam na Coreia do Norte.

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Imagem (FonteNHK):

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/pt/news/201609291815_pt_03/

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About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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