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EXTRA – Disputa entre Erdogan e o imã turco Fethullah Gülen no fundo da crise na Turquia

O primeiro-ministro da Turquia, Recép Tayyíp Erdogán, pediu que a população o apoie na luta contra o que ele classificou como umatrama sujade elementos com ajuda do exterior para atingir o bem estar do povo turco.

A história não perdoará aqueles que se misturaram a esse jogo[1], disse Erdogan em uma declaração televisiva na virada de “Ano Novo”, dedicada quase exclusivamente a responder a uma investigação por corrupção que ele afirmou ter sido arquitetada para danificar sua administração e enfraquecer sua influência no “Oriente Médio[1].

Em 17 de dezembro, a polícia fez incursões a escritórios e residências e deteve executivos próximos do Governo, bem como os filhos de três ministros. Erdogan reagiu expurgando cerca de 70 funcionários ligados ao caso e bloqueou uma segunda investigação de grandes projetos de infraestrutura promovidos por ele.

O escândalo representa a maior ameaça a Erdogan em 11 anos no poder, levantando receios de uma cisão em seu “Partido da Justiça e Desenvolvimento”* em meio à corrida eleitoral e temores de danos ao forte crescimento econômico. O caso também o coloca contra religiosos turcos baseados nos “Estados Unidos” que têm forte influência na polícia e no judiciário, acusados por apoiadores de Erdogan de serem coniventes com a investigação.

O nome do movimento que está abalando o mandatário é Hizmet, que significa “Serviço”. A organização surgiu na década de 1970 graças ao imã turco Fethullah Gülen, que mora desde 1999 nos “Estados Unidos da América” (EUA), onde se refugiou para escapar da justiça, que o acusava de “atividade antilaica[2].

Erdogan, que venceu três eleições, afirma que o escândalo é uma campanha de forças domésticas obscuras, de organizações financeiras estrangeiras, da mídia e de Governos ressentidos de uma política externa mais independente da “Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN) e dos “Estados Unidos”.

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* Em turco, “Adalet ve Kalkınma Partisi”, cuja forma abreviada é “AK Parti” ou AKP.

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Imagem (Fonte):

http://www.mynet.com/haber/politika/recep-tayyip-erdogan-bu-gizlenmis-bir-suikast-girisimidir-930619-1

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.mynet.com/haber/politika/recep-tayyip-erdogan-bu-gizlenmis-bir-suikast-girisimidir-930619-1

[2] Ver:

http://www.timeturk.com/tr/2013/12/30/fethullah-gulen-in-ruyasi-ve-basbakan-erdogan.html#.UsRs99IW3eE  

About author

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).
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