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“Fórum de Diálogo IBAS” pede intervenção da ONU no conflito palestino-israelense

No dia 23 de agosto de 2013, os governos representativos doGrupo IBAS” (Índia, Brasil e África do Sul”) emitiram uma declaração conjunta dirigida aoConselho de Segurança das Nações Unidas” (CSNU), solicitando que este intervenha mais firmemente na longa contenda envolvendo Israel e Palestina, de modo à por termo ao conflito que tem se prolongado por décadas.

Dentre os pontos incluídos no apelo, defendeu-se uma solução pacífica que respeite os limites territoriais definidos em 1967, bem como acordos anteriores, e seja removida a presença militar hoje presente nos territórios ocupados. O documento foi emitido em nome dos Chanceleres dos três países: Antonio Patriota (que ainda não havia deixado o posto), representando o Brasil; Salman Khurshid, pela Índia; e Maite Nkoana-Mashabane, da África do Sul, os quais destacaram, positivamente, a recente iniciativa israelense de libertar 104 prisioneiros políticos palestinos: “gesto que contribui para o espírito de cooperação em torno das negociações[1].

Todavia, o grupo ressalta que somente a intervenção da ONU não é suficiente para a boa resolução da querela. Há que haver esforços conjuntos das partes conflitantes no sentido de buscar um acordo e chegar e um bom termo, que seja satisfatório para ambas as partes – a denominada estratégia win-wino que implica, necessariamente, algumas concessões dos dois lados. Nas palavras do (hoje “ex”) Ministro das Relações Exteriores do Brasil: “Reafirmamos que o conflito israel-palestino continua a ser uma questão urgente e essencial para a comunidade internacional, cuja resolução é pré-requisito para construção da paz sustentável e duradoura na região do Oriente Médio[1].

A razão do direcionamento do comunicado ao CSNU encontra pilar no fato de que este, pela competência que lhe fora atribuída quando da sua criação, é o responsável pela garantia da paz, harmonia e segurança no mundo. Ademais, não se deixaram de incluir elogios reconhecendo os reiterados esforços estadunidenses em tentar solucionar o conflito.

Medidas como essa denotam o esforço dos três países em atuarem conjuntamente no cenário internacional, colocando-se na posição de atores∕protagonistas e, assim, via multilateralismo, influindo na ordem internacional positivamente, o que se constitui em um dos próprios objetivos do “Fórum de Diálogo”.

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Imagem (Fonte):

WIKIPEDIA

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Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/08/23/grupo-ibas-pede-colaboracao-da-onu-no-processo-de-paz-entre-israel-e-palestina/

About author

Advogado (Unicuritiba). Pós-Graduado pela mesma instituição, em Direito Internacional. Realizou curso de aperfeiçoamento em Negócios Internacionais ("International Trade") no Holmes Institute, em Melbourne (Austrália). Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atual membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR.
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