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Gana fecha acordo com China sobre bauxita, de aproximadamente 8 bilhões de reais

Gana fechou um acordo de 2 bilhões de dólares (aproximadamente 8,3 bilhões de reais, segundo a cotação de 22 de novembro de 2019) com a China, no qual, o país asiático construirá estradas e pontes em troca de bauxita do país. Pequimlançou o primeiro pacote de fundos no valor de 649 milhões de dólares (aproximadamente 2,7 bilhões de reais, também conforme a cotação de 22 de novembro de 2019), afirmou o Vice-Presidente de Gana, Mahamudu Bawumia, na segunda-feira (11 de novembro de 2019), informa o jornal South China Morning Post.

O acordo incluiu um empréstimo de 42,7 milhões de dólares (aproximadamente 179,1 milhões de reais, na cotação de 22 de novembro de 2019) e o perdão de uma dívida no valor de 35,7 milhões de dólares (em torno de 149,8 milhões de reais, ainda conforme com a cotação de 22 de novembro de 2019), para auxiliar o desenvolvimento da infraestrutura de Gana. Os chineses também ajudarão a aperfeiçoar as habilidades dos trabalhadores ganeses por meio de cursos vocacionais e de capacitação técnica, declarou Bawumia.

Após conversas com o Vice-Primeiro-Ministro chinês, Sun Chunlan, em Accra, capital do Gana, Bawumia apontou que quatro projetos de construção de estradas sob a primeira fase do acordo foram sancionados pela China Export e pelo Credit Insurance Corporation, conhecida como Sinosure. O Vice-Presidente ganês indicou: “Esperamos que o restante [da verba] venha até março de 2020”.O Presidente de Gana, Nana Akufo-Addo, destacou: “Esperamos que os outros seis projetos, que estavam sendo avaliados pela Sinosure, sejam aprovados até o final do ano [2019]”.

O Vice-Presidente de Gana, Mahamudu Bawumia

A China é o maior importador de minerais africanos e investiu bilhões de dólares em operações de mineração em todo o continente. Suas principais importações de Gana abrangem petróleo bruto, minério de alumínio, manganês e madeira bruta no valor de 2,4 bilhões de dólares por ano (próximos de 10 bilhões de reais, conforme a cotação de 22 de novembro de 2019), de acordo com um estudo da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos.

Pequim exportou 4,8 bilhões de dólares (aproximadamente 20 bilhões de reais, ainda na mesma cotação) em eletrônicos, máquinas, têxteis, produtos químicos, plásticos e borracha para Gana em 2018, segundo o estudo. Entre 2000 e 2017, a China concedeu mais de 143 bilhões de dólares (quase 600 bilhões de reais, também nesta cotação) em empréstimos a projetos de infraestrutura africanos, mais do que qualquer outro país, de acordo com a pesquisa.

Guiné e a China assinaram um acordo em 2017 envolvendo 20 bilhões de dólares (em torno de 83,9 bilhões de reais, ainda de acordo com a cotação de 22 de novembro de 2019) em empréstimos durante 20 anos em troca de bauxita. O país asiático tem acordos semelhantes com a República Democrática do Congo, a República do Congo e Angola.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Embaixada da República de Gana em Pequim” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=Ghana+Beijing&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=wcl8uctr57x60ki2as2uaez2#%2Fmedia%2FFile%3AGhanian_Embassy_in_Beijing.JPG

Imagem 2O VicePresidente de Gana, Mahamudu Bawumia” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=Bawumia&title=Special%3ASearch&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1#/media/File:TDB_64th_Session_Wednesday_13_Sept.-Morning-(37034258966).jpg

About author

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Durante a graduação, foi bolsista do Programa Santander Universidades na Universidade de Coimbra, em Portugal. Integra o Grupo de Pesquisa Pensamento e Política no Brasil da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase nas linhas de pesquisa de Pensamento Político Brasileiro e de Relações Internacionais, atuando principalmente nos estudos sobre Política Doméstica e Externa da China, Segurança Internacional, Diplomacia e Diásporas Asiáticas. Associado à Midwest Political Science Association (MPSA).
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