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General brasileiro é nomeado para comandar Missão da ONU na “República Democrática do Congo”

O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz passou a comandar, nesta semana, a primeira brigada militar com características de “força de ataque”, na “República Democrática do Congo” (África), com vistas a atuar em uma missão pacificadora promovida pela “Organização das Nações Unidas” (ONU). Sua escolha deveu-se ao bom trabalho realizado ao encabeçar a missão de paz no Haiti, no período de 2007-2009, que o qualificou para a nova empreitada.

Agora, o objetivo do General será enfrentar um potencial conflito direto com grupos rebeldes estabelecidos no leste do Congo, que ameaçam romper a paz e harmonia locais, fato que o próprio “Tratado Constitutivo” das “Nações Unidas” repele. Todavia, segundo afirmou à BBC Andre Michel Essoungou, um dos porta-vozes do “Departamento de Missões de Paz da ONU”, “esta é a primeira vez que as Nações Unidas estabelecem uma brigada específica, dentro do contexto de uma missão de paz maior, para usar a força (…). A brigada poderá levar a cabo ações ofensivas tendo como alvo grupos armados específicos que estão a arruinar o processo de paz no país[1]. A “Brigada de Intervenção” contará, majoritariamente, com militares de nações africanas apoiadoras da ONU e, consequentemente, da Missão.O convite feito pelas “Nações Unidas” ao representante brasileiro foi muito bem recebido pelo Brasil, segundo analistas e observadores, como uma prova de reconhecimento do bom trabalhado desempenhado pelos seus militares e civis durante a missão de paz no Haiti.

Isso reforçaria o prestígio internacional brasileiro, ponto que se enquadra em um dos vértices da “Política Externa” da presidenta Dilma Rousseff. Ademais, mostrando-se alinhada e bem disposta a auxiliar a referida Organização, o Estado brasileiro, em tese, aumentaria suas chances de conseguir um assento permanente no “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CSNU), o que também se constitui em uma meta antiga que continua a ser perseguida pelo governo brasileiro, corporificado em sua diplomacia.

As sementes têm sido plantadas ao longo das décadas, porém, será necessário esperar para assistir quais frutos serão colhidos desta medida para concretizar o projeto brasileiro de tornar-se membro permanente do CSNU, algo já proposto no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso e fortemente incentivado e defendido nos mandatos do presidente Lula e pelo atual governo brasileiro.

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Imagem (Fonte):

http://www.onu.org.br/img/onuafrica-180×181.png

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Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://www.portugaldigital.com.br/lusofonia/ver/20077491-general-brasileiro-assume-o-comando-de-missao-da-onu-na-rd-congo

About author

Advogado (Unicuritiba). Pós-Graduado pela mesma instituição, em Direito Internacional. Realizou curso de aperfeiçoamento em Negócios Internacionais ("International Trade") no Holmes Institute, em Melbourne (Austrália). Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atual membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR.
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