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[:pt]Governo dos EUA responsabiliza russos e hackers criminosos de roubo as contas de usuários do Yahoo, em 2014[:]

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Na última quarta-feira, 15 de março, dois membros da Agência de Inteligência Russa (FSB, ou ФСБ, na sigla em cirílico) e dois hackers supostamente contratados por eles foram acusados pelo Governo norte-americano de serem os responsáveis pelo roubo de 500 milhões de contas dos usuários do Yahoo, em 2014. Esta notícia foi considerada pelo jornal norte-americano The Washington Post como “as primeiras acusações criminais contra oficiais do governo russo”, pois incluíam espionagem econômica, comerciais e roubo de segredos.

O responsável pela investigação, Mary McCord, relatou que os alvos dos espiões e hackers eram jornalistas da Rússia, funcionários públicos norte-americanos e empregados de serviços financeiros, também de ambos os países. Os acusados, entre eles, Igor Sushchin, Alexsy Belan e Karin Baratov, utilizavam o Yahoo também para acessar dados das vítimas em outras plataformas, devido aos seus compartilhamentos de senhas, tais como o Google. Conforme apontam os acusadores, os ataques permitiram o conhecimento de dados valiosos da inteligência estadunidense, entre os quais estavam contas de autoridades governamentais, como diplomatas e militares.

Esta invasão virtual se deu por meio do sistema de um fornecedor do Estado de Vermont, leste dos EUA. O então denominado “ciberataque” não trouxe problemas para o funcionamento da empresa, porém mostrou suas vulnerabilidades. Apesar das ações não terem trazido danos mais graves para funcionários e a própria empresa do Yahoo, McCord declarou que “Não há passe-livre para comportamento criminal patrocinado por um Estado estrangeiro” e que essa atitude foi uma violação de dados digitais que entrará para a história dos EUA.

Conforme declarações de representantes da Inteligência norte-americana, este ciberataque seria mais uma prova de que a Rússia estaria por trás da interceptação de e-mails de dirigentes do Partido Democrata e dos assessores de Hilary Clinton durante as eleições presidenciais do ano passado (2016), tendo ocorrido entre os anos de 2014 e 2016, assunto discutido no início do ano (2017).

Além disso, segundo relatado na última semana no CEIRI NEWSPAPER, a acusação da invasão russa tornou os apontados como prováveis fontes do Wikileaks, uma organização que trabalha com publicações na internet, conseguidas por meio de fontes anônimas e que, na semana retrasada, vazou novas informações da Agência de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês). Todavia, durante uma coletiva de imprensa na última quarta-feira, dia 15, McCord evitou relacionar ambos os casos e afirmou que a possível interferência russa durante as eleições é “objeto de uma investigação separada

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Imagem 1Sede do Yahoo! em Sunnyvale, CA” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Yahoo!#/media/File:Yahoo_Headquarters.jpg

Imagem 2Militares americanos monitorando o envio de dados a aviões numa simulação de ciberguerra” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciberguerra#/media/File:Monitoring_a_simulated_test_at_Central_Control_Facility_at_Eglin_Air_Force_Base_(080416-F-5297K-101).jpg

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About author

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.
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