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Guerra do Iêmen: Hodeida suporta nova ofensiva

No dia 1º de novembro de 2018, a importante cidade portuária de Hodeida, no Iêmen, sofreu uma intensificação da ofensiva de tropas pró-governo (pró-Hadi), a maior desde o início da incursão em junho do mesmo ano.

Estima-se que pelo menos 61 combatentes foram mortos, em sua maioria rebeldes houthis, em decorrência dos confrontos que ocorrem desde 10 de novembro de 2018. Porém, centenas de mortes já foram reportadas em dias posteriores.

Forças pró-governo tentam neutralizar a resistência rebelde, as quais, no dia 11 de novembro de 2018, tiveram acesso a um bairro residencial da cidade, localizado entre o Hospital 22 de Maio, já em poder novamente do governo, e a avenida Sanaa. Nesta área, a batalha ocorreu por entre as ruas do bairro, o que aumentou significativamente a chance de vitimar a população civil.

Mike Pompeo

Houve embates no entorno no complexo hoteleiro Waha (Oásis) Resort, com extrema resistência por parte dos insurgentes entrincheirados nas ruas e posicionados nos telhados.

A estrutura portuária ainda não foi atingida, de acordo com o diretor do porto, Yahya Sharafeddine, em entrevista à France Press (AFP). No entanto, ao mesmo tempo, ele afirma que não é possível predizer o que ocorrerá no futuro.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, afirmou que a possibilidade da destruição da zona portuária de Hodeida pode provocar uma catástrofe na região. Segundo ele, não há mais espaço para a complacência e pede para que as partes envolvidas no conflito, como também a comunidade internacional, que interrompam o ciclo de violência. 

Com a tomada do hospital por forças pró-governo com apoio da Arábia Saudita, insurgentes feridos têm sido removidos à capital Sanaa, ainda em poder dos houthis, os quais contam com apoio iraniano.

Após a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, a Arábia Saudita vem recebendo pedidos por parte do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para que as hostilidades cheguem ao fim e que se procure uma solução pacífica para o conflito. Pede, ainda, que um cessar-fogo seja alcançado nos próximos 30 dias.

As Nações Unidas estão tentando acertar negociações entre os beligerantes até o final de 2018, como pretende o mediador da ONU no Iêmen, Martin Griffiths. O ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, posicionou-se favoravelmente à uma nova ação do Conselho de Segurança da ONU nesse sentido.

O país enfrenta a maior crise humanitária da atualidade. A destruição do porto de Hodeida e a consequente interrupção da entrada de suprimentos causaria uma situação ainda mais desesperadora.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa da ofensiva de Hodeida pelo governo Hadi” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Al_Hudaydah#/media/File:Battle_of_Hudaydah_(2018).svg

Imagem 2Mike Pompeo” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mike_Pompeo#/media/File:Mike_Pompeo_official_photo.jpg

About author

Bianca Del Monaco, advogada, mestranda em Direito dos Negócios pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), LL.M em International Crime and Justice na Universidade de Turim (UNITO) e United Nations Interregional Crime and Justice Research Institute (UNICRI), especialista em Relações Internacionais e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), pós-graduação em Direito e Economia do Comércio Internacional da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pós-graduação em Contratos Internacionais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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