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NOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

II Colóquio Sul-Americano sobre Ecossistemas Urbanos e Sustentabilidade

Autoridades das principais cidades latino-americanas se encontraram em São Paulo nos dias 8 e 9 de junho para realizar uma série de discussões sobre o desenvolvimento urbano, sustentabilidade, cidadania e bem estar.

O II Colóquio MSur[1] foi promovido pelo município de São Paulo e pela Comissão Econômica Para a America Latina (CEPAL) e teve como objetivo compor uma série de 4 cartas de intenções e recomendações dando continuidade ao primeiro colóquio organizado em Santiago do Chile, as quais serão apresentadas para diferentes autoridades, com o objetivo de promover políticas e mudanças além de projetos comuns entre as grandes metrópoles latinas.

A Paradiplomacia na América Latina[2] tem sido uma importante ferramenta para as grandes cidades e metrópoles que possuem desafios muito parecidos, tais como São Paulo, Buenos Aires, México DF, Assunção, Bogotá, Santiago etc., tratando de buscar respostas para diversos temas, como: desenvolvimento urbano, desigualdade social, problemas ambientais e inclusão social. Nesse sentido, a Paradiplomacia apresenta-se como uma forma de agilizar, desenvolver e dividir conhecimentos, facilitando sua aplicação pelas autoridades locais, principalmente pelos municípios.

Durante a reunião, autoridades da esfera municipal e estadual de São Paulo, Santiago do Chile, Bogotá, Buenos Aires, Assunção, MéxicoDF e outras cidades latinas, discutiram sobre a dinâmica das cidades e os desafios existentes. No final do encontro, produziram uma carta de intenções para os temas discutidos que serão apresentados a diversas organizações e instituições.

Cada vez mais aumenta o contato entre as cidades e regiões globais, flexibilizando a diplomacia estatal, que é caracterizada pelo lento processo decisório das nações e pela lenta internalização dos acordos internacionais nas respectivas legislações nacionais.

A Paradiplomacia agiliza o processo. Por ser muito mais precisa, seus integrantes possuem objetivos parecidos e comuns, os atos, as cartas de intenções, os acordos de cooperação técnica ou tecnológica ajudam a desenvolver projetos bilaterais, fomentar negócios e dividir experiências de forma rápida.

Embora a legislação brasileira seja ambígua em relação a legalidade da Paradiplomacia, mais de 20 municípios no Brasil[3] possuem alguma Agência ou Secretaria de Relações Internacionais. Por esse motivo, algumas soluções desenvolvidas por cidades brasileiras já foram exportadas para outras cidades graças à Paradiplomacia, como o sistema de ônibus BRT, o Centro de Operações Integradas do Rio de Janeiro (COIRJ), entre outros.

As metrópoles latinas são parecidas devido a que seus desenvolvimentos foram  similares. Por esse motivo, tal tipo de encontro é de vital importância para promover o crescimento e o desenvolvimento dessas cidades e para atuar como ferramentas até mesmo da diplomacia estatal dos governos centrais como forma de soft power, sem a intervenção direta das esferas mais altas do Estado e dos conflitos de interesses das nações.

O documento do II Colóquio do MSur será brevemente publicado, versando sobre os temas de ecossistema urbano e sustentabilidade. A próxima reunião será realizada em agosto, na cidade de Quito, em 2015.

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Imagem Sessão Solene do II Colóquio Sulamericano sobre Cidades Metropolitanas: ‘Desenvolvimento Urbano e Desigualdades Socioespaciais’ – Msur” (Fonte Fernando Pereira / SECOM):

http://www.capital.sp.gov.br/portal/noticia/5711#ad-image-5

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.cepal.org/sites/default/files/events/files/programa_coloquio_ecosistemas_urbano_y_sostenibilidad.pdf

[2] Ver:

http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000122011000300005&script=sci_arttext

[3] Ver:

http://www.iri.usp.br/documentos/e-livro_Relacoes-Internacionais-ambito-subnacional-Marcovitch-Dallari.pdf

About author

Pesquisador de Paradiplomacia do IGADI - Instituto Galego de Análise e Documentação Internacional e do OGALUS - Observatório Galego da Lusofonia. Atuou como consultor internacional na área de Paradiplomacia para o Escritório Exterior de Comércio e Investimentos do Governo da Catalunha (ACCIÓ). Formado em Negociações e Marketing Internacional pelo Centro de Promoção Econômica de Barcelona, Bacharel em Administração pela Universidade Católica de Brasília, especialista pós-graduado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP, MBA em Novas Parcerias Globais pelo Instituto Latino-americano para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura e Mestrando em Políticas Sociais com especialidade em Migrações na Universidad de La Coruña (España), Mestrado em Gestão e Desenvolvimento de Cidades Inteligentes (Smartcities) da Universitat Carlemany do Principado de Andorra e doutorando em Sociologia e Mudanças da Sociedade Global. Fundador do thinktank CERES – Centro de Estudos das Relações Internacionais. Membro da Associação Internacional IAPSS para Estudantes de Ciências Políticas, do Smartcity Council, da aliança Eurolatina para Cooperação de Cidades, ECPR Consório Europeo de Pesquisa Política e da rede Bee Smartcities. Especialista em paradiplomacia, acordos de cooperação e transferência acadêmica e tecnológica, smartcities e desenvolvimento econômico e social. Morou na Espanha, Itália, França e Suíça e atualmente reside na região da Galícia (Espanha).
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