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Ainda se encontram em campos de refugiados na Zâmbia e em outras regiões desse país, com a intenção de retornar a Angola, vários dos deslocados que surgiram no período de independência e Guerra Civil angolana (1966-2002). Totalizando 25 mil pessoas, eles passam por várias dificuldades e, dentre os quebra-cabeças que se formaram no processo de reintegração, podem ser citadas as relações familiares e matrimoniais estabelecidas, as questões financeiras e o acesso a documentações de identificação.

João Lourenço, Presidente da Angola

O Governo da Zâmbia deu início ao processo de auxílio para o estabelecimento de habitações voltadas à população que ainda está alojada nos dois campos de refugiados existentes, Mayuca Yuca e Mayeba.

No contexto das relações bilaterais, o presidente angolano João Lourenço visitou o Estado vizinho no início do mês de maio (2018), com o intuito de ampliar as relações de cooperação, entre as quais contam a supressão de vistos ordinários e a visita à comunidade angolana no país. Cabe destacar que a relevância em atribuir aos nacionais a documentação de identificação relaciona-se também com o acesso a direitos, como a possibilidade de recorrer à Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas.

A temática sobre imigração está há muito tempo presente na sociedade zambiana, uma vez que o país, além de abrigar gerações de angolanos vindos de um período de instabilidade interna neste vizinho, também possui em seu território imigrantes e refugiados da República Democrática do Congo e de Ruanda.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Mapa da Fronteira entre Angola e Zâmbia” (Fonte):

http://www.fmgroupafrica.net/wp-content/uploads/2016/05/embassy-of-angola-map-of-angola.jpg

Imagem 2João Lourenço, Presidente da Angola” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Louren%C3%A7o#/media/File:Joao_Lourenco_May_2017.jpg

About author

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Dentre as áreas de interesse encontram-se Cooperação Técnica Internacional e Segurança Internacional. Como colaboradora do CEIRI Newspaper escreve sobre o continente africano, mas especificamente os países de língua portuguesa.
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