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Israel e Síria: aumento das provocações e da violência

Nos últimos dois anos, Israel se manteve longe da guerra civil que vem acontecendo na Síria e declarou diversas vezes não ter a intenção de intervir de forma alguma. No entanto, o governo israelense deixou claro que não iria permitir a contínua transferência de armas sofisticadas ao grupo paramilitar Hezbollah” nem qualquer ataque intencional ao seu território. O “Hezbollah” é acusado de assumiu diversos atos terroristas ocorridos em Israel e tem tido auxílio do governo sírio para receber armamentos do Irã e possivelmente da Rússia.

Atualmente, a situação dos dois países é bastante complicada. Nesta semana, ambos trocaram mensagens de ameaças. Após Israel ter sido acusado de dois ataques a carregamentos de armas na Síria e um ataque a uma instalação militar este mês, o ministro da propaganda, Al-Manar Khalaf Al-Muftah, declarou que “o exército sírio está preparado para responder a toda ameaça à segurança. As regras do jogo mudaram[1]. Ele afirmou, ainda, que a Síria está em posse de uma arma estratégica, ainda a ser implantada[1].

Também nesta semana, o governo de Bashar al-Assad assumiu a responsabilidade pelo ataque a um jipe israelense que fazia patrulha na região das “Colinas do Golan” sob controle de Israel. Após o ocorrido, o Chefe de Estado Maior das Forças de Defesa de Israel”, Benny Gantz,avisou que o regime sírio irá sofrer as consequências se realizar mais ataques a Israel[2].

Neste contexto, o governo israelense tem se perguntado qual será sua política com o vizinho ao norte, já que um maior envolvimento parece inevitável. O ex-chefe de negociações israelense com a Síria, Itamar Rabinovich, afirmou que “claramente, a política que vinha funcionando com sucesso por mais de dois anos para Israel não está mais funcionando, porque Síria, Irã, Hezbollah e Rússia aumentaram a aposta. Eles criaram novas regras de jogo que Israel precisa solucionar. É uma política em formação; as respostas ainda não são definitivas[3]. Em sua declaração Rabinovich menciona que a Rússia continua a mandar armamento avançado apesar dos protestos norte-americanos e israelenses[3].

Entendendo que um ataque adicional ao território sírio deve levar a uma possível resposta do governo de Assad, o que resultaria em uma escalada em espiral, Israel está estudando suas opções no contexto. Aparentemente, uma possibilidade que está sendo discutida é a ideia de estabelecer uma força representativa através do armamento de residentes da fronteira síria, que não apoiam nem o governo de Assad, nem os rebeldes. Israel já atua silenciosamente com este grupo ao sul da Síria, enviando ajuda humanitária há algum tempo.

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Imagem (Fonte):

http://www.cbsnews.com/8301-202_162-57585430/israel-and-syria-exchange-fire-on-golan-heights/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.ynetnews.com/arcticles/0,7340,L-4382544,00.html

[2] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/for-first-time-assad-regime-claims-responsibility-for-firing-at-israel.premium-1.525188

[3] Ver:

http://www.nytimes.com/2013/05/23/world/middleeast/israel-is-drawn-into-syrias-turmoil.html?ref=world&_r=0

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About author

Mestranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e especializada em Relações Internacionais Contemporâneas (PUC-Rio). Com foco em política no Oriente Médio, participou da “The Israeli Presidential Conference – Facing Tomorrow” - sob os auspícios de Shimon Peres - nos anos de 2011 e 2012, tendo realizado outros cursos na área em Israel.
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