No dia 24 de julho de 2018, Israel abateu um caça sírio, modelo russo Sukhoi, que o governo alega ter invadido o espaço aéreo do país. O caça teria adentrado dois quilômetros no território e foi derrubado com dois mísseis, modelos “Patriot”. O governo Assad alegou que seu avião foi alvejado enquanto atacava o sul da Síria, portanto, estaria no espaço aéreo sírio.

No dia anterior, Israel utilizou, pela primeira vez, de seu sistema antimísseis denominado “Funda de David contra dois mísseis de fabricação russa “SS-21/OTR 21 Tochka”, provindos da Síria, os quais atingiriam o sul do Lago Kinneret, caso não fossem interceptados.

Palácio do Knesset

No dia 22 de julho de 2018, membros da organização Defesa Civil Síria” ou “Capacetes Brancos, que operavam em partes do território sírio controlados por forças rebeldes, foram evacuados para a Jordânia, juntamente com suas famílias. Soldados israelenses auxiliaram sua remoção. Os Capacetes Brancos estavam cercados no sudoeste da Síria, devido a ataques de tropas pró-governo. Suas vidas e a de seus familiares estavam em risco, caso caíssem nas mãos de Damasco.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez um pronunciamento, no qual afirmou que o auxílio à evacuação foi feito a pedido do presidente Donald Trump e do Reino Unido.

A organização se auto descreve como uma força de trabalho voluntário, que atuava para salvar civis em zonas de conflito. Estima-se que tenham salvado milhares de vidas sob risco durante os bombardeios do governo sírio e seus aliados a cidades nas quais atuavam. Foram indicados ao Prêmio Nobel da Paz de 2017, porém não foram premiados.

O regime de Bashar al-Assad e seus apoiadores russos acusam-nos de terem apoiado forças rebeldes e mantido ligações com grupos jihadistas, o que, segundo o “The Guardian”, viralizou em uma grande campanha de desinformação.

No dia 19 de julho de 2018, o Parlamento israelense aprovou uma Lei Básica* que define o país como Estado-nação do povo judeu. O hebraico passou a ser a língua oficial e Jerusalém a capital de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pronunciou que é “um momento histórico na História do Sionismo e na História do Estado de Israel”. Afirmou que os direitos dos cidadãos serão respeitados, pois Israel é o único país do Oriente Médio que o faz.

A lei veio acompanhada de controvérsia. Parlamentares árabes e a oposição acreditam que a nova lei marginaliza a minoria árabe do país, o que motivou oficiais drusos a peticionarem à Suprema Corte, para que esta considere parte daquela lei como inconstitucional.

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Fontes das Imagens:

* Leis Básicas de Israel – Como a Assembleia Nacional Constituinte e o Primeiro Knesset (Parlamento) não puderam promulgar uma Constituição, foram elaboradas leis básicas sobre vários temas, as quais, em conjunto com as decisões da Suprema Corte, estabelecem os princípios do Estado.

[Ver] https://www.knesset.gov.il/description/eng/eng_mimshal_yesod1.htm

[Ver] http://knesset.gov.il/description/eng/eng_mimshal_yesod.htm

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira de Israel” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_de_Israel#/media/File:Flag_of_Israel.svg

Imagem 2Palácio do Knesset” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Knesset#/media/File:Knesset_building_(edited).jpg

About author

Bianca Del Monaco, advogada, mestranda em Direito dos Negócios pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), LL.M em International Crime and Justice na Universidade de Turim (UNITO) e United Nations Interregional Crime and Justice Research Institute (UNICRI), especialista em Relações Internacionais e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), pós-graduação em Direito e Economia do Comércio Internacional da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pós-graduação em Contratos Internacionais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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