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Japão: Recorde de participação feminina em postos de trabalho públicos

Em uma tentativa de suprir a falta de mão de obra e fomentar a igualdade de gênero no mercado de trabalho, o governo japonês estabeleceu uma meta de que 30% do quadro de funcionários públicos seja composto por mulheres. Tal plano busca responder à classificação do país no relatório do Fórum Econômico Mundial sobre igualdade de gênero de 2018, em que o Japão ficou na 111ª posição numa lista de 149 países.

No Documento, nas categorias “Participação econômica e oportunidades”, o Japão aparece no 117º lugar; “Educação”, 65º; “Saúde e Sobrevivência”, 41º*; “Empoderamento Político”, 125º. Na classificação regional, abrangendo 18 países, a posição japonesa ocupa o 7º lugar. Na comparação com o ano de 2006, em que a avaliação foi feita entre 115 Estados, o país foi rebaixado em todas as categorias.

Segundo o jornal Japan Today, o recrutamento de mulheres para cargos públicos atingiu um recorde de 35,4% no ano fiscal de 2019, batendo a meta pelo quinto ano consecutivo. No total de 8.123 pessoas contratadas, 2.876 são mulheres. Em comparação ao ano de 2018, houve um aumento de 1,4% na taxa de presença feminina. No entanto, ao avaliar a proporção por departamento público, a meta não foi atingida em todos. Enquanto o Ministério de Relações Exteriores detém uma proporção de 50% entre homens e mulheres, o Ministério de Território e a Comissão de Segurança Pública Nacional ficaram com índices de 25,7% e 27%, respectivamente.

Agricultora

Em geral, as mulheres estão ocupando mais cargos no mercado de trabalho. Em setembro de 2018, a porcentagem de mulheres com idade economicamente ativa, entre 15 a 64 anos, atingiu um recorde de 70% em agosto, superando o índice mais alto atingido no ano de 1968. Não somente na parte econômica, mas esforços estão sendo realizados também para a participação política. Uma lei aprovada em 2016, ainda que sem característica compulsória, pretende aumentar o número de mulheres na política ao solicitar que partidos tentem fazer esforços voluntários para diminuírem a disparidade numérica.

Outra característica pertinente à questão é a divisão do trabalho doméstico, culturalmente associado a mulheres e possivelmente um impedimento para adentrar o mercado de trabalho. Segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2016, o tempo que homens gastam, em média, em tarefas domésticas é de 46 minutos por semana, enquanto mulheres gastam 263. Nas estatísticas desse mesmo ano, referente a tempo gasto com trabalhos não remunerados, 40 minutos ao dia correspondem aos homens, enquanto para as mulheres são 224.

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Nota:

Os 40 países anteriores ao Japão estão empatados com o mesmo resultado de 0,980 pontos. A pontuação japonesa nesta categoria é de 0,979. No ano de 2006, o Japão obteve 0,980 pontos e estava entre o grupo classificado em 1º lugar.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mulheres japonesas” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_Japan#/media/File:Japanese_women.jpg

Imagem 2 Agricultora” (FontePor Adam Kahtava): https://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_agriculture_in_Japan#/media/File:Woman_farming_in_Wajima.jpg

About author

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos (UNISANTOS) e integrante do grupo de pesquisa sobre Governança Global da mesma instituição. Teve duas experiências internacionais no Japão: Okinawa, para estudos culturais (bolsa cultural em 2016) e Hiroshima, participando do curso de verão sobre Hiroshima e Paz na Hiroshima City University (bolsa pela Mayors for Peace como representante da cidade de Santos, em 2018).
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