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Juncker é o novo Presidente da Comissão Europeia

Ontem, terça-feira, dia 15 de julho, o Ex-Primeiro-Ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, fora eleito o novo Presidente da Comissão Europeia (CE), instituição executiva da União Europeia (UE). Juncker recebera um apoio significativo dos parlamentares europeus que aprovaram sua candidatura com 422 votos favoráveis, dos 751 possíveis*.

A aliança de centro-direita no Parlamento Europeu, o Partido Popular Europeu, liderados por Juncker, obteve o maior número de assentos da instituição legislativa europeia, seguidos pela aliança de centro-esquerda, a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (213 e 189 assentos, respectivamente). Em entrevista concedida, o recém-eleito Presidente da CE afirmou que pretende formar uma grande coalizão com os sociais-democratas e os liberais, garantindo uma maioria estável no Parlamento Europeu[1].

Em discurso proferido antes da votação, Juncker enfatizou a necessidade de uma “Europa” mais social e prestou homenagem a grandes políticos europeus que tiveram muita importância para o avanço do processo de integração da Europa.

De acordo com o político, “Você não pode alcançar a competitividade [econômica] ao se livrar da segurança social (…), o mercado interno não é mais importante que questões sociais[2]. Além disso, Juncker demonstrou a necessidade de se criar maior solidariedade entre os países do Norte e do Sul, amenizando as tensões que foram acirradas desde o início da crise europeia.

A criação de uma política de asilo comum em toda a Europa e novas maneiras de lidar com a imigração (que ocorre, principalmente, nos países do Sul) entraram nas prioridades de Juncker. Ademais, anunciou um plano de reindustrialização da Europa, com a injeção de cerca de 300 bilhões de euros nos próximos três anos, com o objetivo de alavancar o crescimento econômico e a competitividade dos países da União Europeia.

Para estabilizar a União Europeia, Juncker acredita que seja necessário pausar o processo de alargamento da União, pelo menos nos próximos cinco anos, “para que possamos consolidar o que fora feito com os 28 [atuais Estados-membros]”[1].

O seu entusiasmo pelo projeto de integração da Europa fora demonstrado ao enaltecer o trabalho de Jacques Delors, Francois Mitterand e Helmut KohlEx-Presidente da Comissão Europeia, Ex-Chefe de Governo da França e da Alemanha, respectivamente.

Os exemplos do passado escolhidos por Juncker referem-se àqueles políticos europeus que mais contribuíram para o avanço do processo de integração, entre os anos 80 e 90. Este entusiasmo de Juncker fez com que sua candidatura fosse fortemente criticada pelo atual Primeiro-Ministro do Reino Unido, David Cameron.

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* Para eleger o Presidente da Comissão Europeia é necessário que o candidato obtenha o voto favorável de, no mínimo, 376 parlamentares europeus.

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4b/Ioannes_Claudius_Juncker_die_7_Martis_2014.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.dw.de/juncker-is-the-new-european-commission-president/a-17786728

[2] Ver:

http://euobserver.com/political/124980

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Ver também:

http://www.dw.de/mr-euro-heads-for-brussels/a-17644479

Ver também:

http://www.theguardian.com/world/2014/jul/15/jean-claude-juncker-european-commission-president1

About author

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.
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