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[:pt]Manobras militares do Japão podem causar atritos com a China[:]

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Na semana passada, as redes de notícias asiáticas reproduziram informações da imprensa japonesa sobre o envio do navio de guerra Izumo para o Mar do Sul da China e para o oceano Índico, com o objetivo de realizar manobras de teste e participar de exercícios conjunto com as Marinhas dos Estados Unidos e da Índia. Este comunicado desagradou aos chineses que ameaçam retaliar o Japão, caso o navio se dirija à região.

O Izumo é um enorme Destroyer, único no mundo, que em outras regiões poderia ser classificado como Porta-Aviões leve, devido a sua capacidade de transportar um significativo número de helicópteros e aviões do tipo F-35B, de decolagem vertical. Esta é uma das peças que compõem a Marinha e as Forças de Autodefesa do Japão, as quais são limitadas desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A partir dessa época a Marinha Japonesa não amplia sua zona de atuação, hoje restrita apenas às áreas próximas ao território japonês, deixando alguns especialistas em segurança com dúvidas sobre os planos do país em demonstrar a capacidade de sua força naval em uma região onde ele não tem envolvimento em conflitos e disputas territoriais. Esta área é regida por uma série de disputas territoriais envolvendo China, Filipinas e Vietnã, cujas discussões vem melhorando e se tornando menos tensas nos últimos 2 anos, mas que podem ganhar novo elemento de tensão com a presença japonesa.

Sem dúvida, isto será uma demonstração do poder e das novas capacidades da marinha japonesa e das suas capacidades para projetar a força nas áreas mais distantes do mundo”, afirmou o especialista militar russo Vasily Kashin para a Sputnik News da China.

A porta-voz da chancelaria chinesa, Hua Chunying, comunicou que a China irá retaliar o Japão de forma rígida em diferentes campos de atuação, deixando em aberto as possibilidades para embargos econômicos ou até intervenção militar na região, caso a manobra se concretize. Curiosamente, o percurso calculado para o Destroyer faria escalas em Singapura, Indonésia, Filipinas e Siri Lanka, antes de se unir aos indianos e estadunidenses, sendo uma programação chamativa, tendo em vista os problemas territoriais que ocorrem nesta área.

Atualmente, os navios japoneses são importantes peças para as campanhas estadunidenses na Ásia, assim como para o seu aliado, a Coreia do Sul. A união entre Washington, Seul e Tokyo dá ao grupo maior mobilidade aeronaval e terrestre na região, contando com a forte presença da Força Aérea Americana em bases na ilha de Okinawa, uma efetiva Marinha Japonesa e um Exército eficaz na Coreia do Sul, enquanto a China ainda esta finalizando seus novos Submarinos e Porta-Aviões de médio e grande porte, os quais estão centrados na região sul do país, voltados exatamente para onde os japoneses pretendem testar sua capacidade marítima, na tensa região da indochina.

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Imagem 1 JS Izumo (DDH183) em Dezembro de  2016” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Izumo-class_helicopter_destroyer

Imagem 2 Hua Chunying” (Fonte Xinhua News/Chinanews.com):

http://portuguese.cri.cn/1721/2017/03/16/1s229061.htm

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About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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