ESPORTENOTAS ANALÍTICAS

Medalha Olímpica em 2012 inspira geração guatemalteca

O dia 4 de agosto de 2012 entraria para sempre na História esportiva. Não apenas pelo recorde olímpico conquistado pelo chinês Chen Ding, ao finalizar a prova de 20 quilômetros em marcha, com o tempo de 1:18:46 (Uma hora, Dezoito minutos e Quarenta e Seis segundos), como também pela inédita medalha a um atleta guatemalteco em uma edição dos Jogos Olímpicos.

Estádio Olímpico de Londres, sede das competições de atletismo

Ao cruzar a linha de chegada 11 segundos após o campeão, Erick Bernabé Barrondo García – na época com 21 anos – tornou-se um ídolo para seus compatriotas ao conquistar a prata e colocar a Guatemala no quadro geral de medalhas pela primeira vez.

Nascido em uma pequena aldeia Chiyuc em San Cristóbal Verapaz, Erick Barrondo iniciou seu contato com o atletismo competindo em corridas de longa distância, seguindo a carreira de seus pais. Porém, uma grave lesão o levou a praticar a marcha olímpica como forma de recuperação. O atleta acabou por levar adiante a nova modalidade profissionalmente até conquistar o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

Atletas passam pelo Palácio de Buckingham durante prova

Motivado por este marco, o Olympic Channel produziu um episódio da série The Power of One (O Poder de Um, traduzido para o português) inteiramente dedicado a Erick e como seu feito inspirou toda uma geração na Guatemala, apesar de o futebol ser o esporte mais popular no país.

Sua origem humilde e a escassez de recursos financeiros tornaram-se fatores em comum para toda comunidade de Alta Verapaz, onde estima-se que há mais de 300 crianças praticando a marcha atlética. De acordo com um estudo realizado no final de 2012 mencionado no episódio da série The Power of One, 60% dos jovens guatemaltecos preferiam praticar a marcha olímpica ao futebol.

Vê-se no esporte a oportunidade de melhorar de vida e deixar de viver na pobreza. Segundo o próprio Erick Barrondo, “como a medalha olímpica foi ganha por alguém que não tinha nem o que comer, a Guatemala descobriu que quando você quer fazer alguma coisa, é possível. (…) se eu perder, não será pior que antes, mas vamos pensar em ganhar”.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Tocha olímpica acesa no estádio em Londres (2012)” (Fonte):

https://stillmed.olympic.org/media/Photos/2012/08/03/Olympic%20impressionism_170924.jpg?interpolation=lanczos-none&resize=1060:*

Imagem 2 “Estádio Olímpico de Londres, sede das competições de atletismo” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/35/Stadium_filling_up_now_3596.jpg

Imagem 3 “Atletas passam pelo Palácio de Buckingham durante prova” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/2012_Olympic_men%27s_20_km_walk_at_Buckingham_Palace.JPG

About author

Pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais pela Business School São Paulo (BSP), Bacharel em Relações Internacionais no Centro Universitário Fundação Santo André - Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas. Bolsista pelo CNPq em 2009 com o projeto de iniciação científica "A Soberania Nacional em face dos Tratados Bilaterais: A Questão do Tratado de Itaipu". Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Atitude e Ideologias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: integração, direito, democracia, segurança e negociação internacional. Em sua carreira, conquistou o cargo de Gerente de Negócios Internacionais. Está em contato com o comércio exterior, aprofundando seu conhecimento e focando suas habilidades para os procedimentos de importação. Já participou de diversas feiras internacionais, representando sua empresa, tendo a função de estreitar o relacionamento com fornecedores, investidores e clientes estrangeiros, além de trabalhar a marca da empresa e conquistar distribuições em diferentes continentes.
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