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Mexicanos rejeitam o novo aeroporto da Cidade do México

Em um referendo promovido pelo presidente eleito Andres Manuel Lopez Obrador, os mexicanos votaram pela retirada de um novo aeroporto de 13 bilhões de dólares da capital mexicana. Cerca de um milhão de pessoas, apenas 1% do eleitorado mexicano, participou do plebiscito realizado durante quatro dias, informou a Fundação Arturo Rosenblueth, organização sem fins lucrativos que supervisionou a contagem, após a votação ter terminado no último domingo (dia 28 de outubro). Quase 70% votaram contra o empreendimento.

Maquete do novo aeroporto

Chamada de “consulta pública”, a votação não foi vinculante, mas o esquerdista López Obrador, que havia convocado o referendo e desaprovava o novo aeroporto, prometeu respeitar o resultado. O peso mexicano enfraqueceu cerca de 2% em relação ao dólar após o resultado ser anunciado, tornando-se, de longe, o maior perdedor entre as principais moedas em relação ao dólar.

Ainda assim, Gustavo de Hoyos, chefe da confederação de empregadores Coparmex, instou Lopez Obrador a concluir o projeto Texcoco, uma das principais obras públicas do ex-presidente Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI). O seu cancelamento custaria cerca de 120 bilhões de pesos (aproximadamente, 22,2 bilhões de reais, de acordo com a cotação do dia 30 de outubro de 2018), informou o Grupo Aeroportuário da Cidade do México (GACM), que está conduzindo o projeto desde o início deste ano (2018).

A votação pública foi organizada pelo Movimento Regeneração Nacional (MORENA), de López Obrador, sem a autoridade eleitoral nacional INE. Os partidos de oposição dizem que a consulta não seguiu as regras apropriadas. Vários meios de comunicação locais informaram casos de pessoas que conseguiram votar mais de uma vez e destacaram falhas nos softwares usados para registrar os cartões de identificação dos eleitores. No Twitter, o partido de oposição acusou o novo governo de manipular os votos.

Javier Lozano, ex-ministro do Trabalho e apoiado pelo derrotado na eleição presidencial, descreveu a votação para cancelar o aeroporto como “uma notícia terrível”. “Parecemos uma república de bananas para o mundo”, disse ele em uma discussão televisionada sobre a decisão.

Para a atual administração este referendo foi fundamental para redesenhar os laços comerciais do governo do PRI, cuja credibilidade foi prejudicada por alegações de corrupção e conflitos de interesse. “Os mercados têm o nosso respeito, mas essa decisão foi tomada pelo povo”, disse Marti Batres, líder do Senado e membro sênior do partido MORENA.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Marcha contra o novo aeroporto” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Nuevo_Aeropuerto_Internacional_de_la_Ciudad_de_M%C3%A9xico

Imagem 2Maquete do novo aeroporto” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Nuevo_Aeropuerto_Internacional_de_la_Ciudad_de_M%C3%A9xico

About author

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.
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