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México diz que novo acordo comercial dos EUA não inibe outras relações econômicas

O Ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, disse ao Conselheiro de Estado da China, Wang Yi, em um telefonema no último sábado (dia 13 de outubro), que o novo acordo comercial do México com os Estados Unidos e o Canadá não impedirá as relações econômicas com outros países, informação que já constava em um comunicado da Secretaria de Relações Exteriores mexicana (SRE).

Porto de Lázaro Cárdenas

O pacto estabelecido para substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte destaca que, se um dos parceiros aderir a um acordo de livre comércio com um país “não mercantil”, como a China, por exemplo, os outros podem renunciar em seis meses e formar seu próprio acordo bilateral.

O mecanismo apoiaria os esforços do Presidente dos EUA, Donald Trump, de isolar economicamente os chineses em meio a uma crescente guerra tarifária entre as duas potências e dar a Washington um veto efetivo sobre qualquer acerto comercial com a China feito pelo Canadá ou pelo México.

Videgaray não detalhou se o México buscaria tal tratativa, mas disse que o novo pacto, chamado de Acordo EUA-México-Canadá (USMCA), não bloquearia acordos bilaterais com países não incluídos nele.

Shanghai, centro financeiro chinês

O Ministro mexicano enfatizou que “nenhuma de suas condições constitui um obstáculo para as relações bilaterais ou trocas econômicas que o México, como um Estado soberano, mantém com outras nações”.

No dia seguinte, em um comunicado divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores da China, no domingo (dia 14 de outubro), Wang chamou a China e o México de “parceiros estratégicos globais” e observou que ambos apoiaram, entenderam e confiaram consistentemente um no outro nas principais questões.

Qualquer acordo de livre comércio bilateral e multilateral não deve ser dirigido contra terceiros, nem restringir direitos e interesses legítimos de outros membros, e, além disso, não deve ser excludente. China e México são países emergentes e devem apoiar o multilateralismo e o sistema de livre comércio”, disse o comunicado chinês.

Contudo, apesar desse dispositivo para excluir parcerias econômicas entre os membros do USMCA e terceiros dar força aos norte-americanos, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, chamou a disposição no acordo com o México e o Canadá de uma “pílula venenosa” que poderia ser replicada.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Zócalo, principal praça na Cidade do México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Historic_center_of_Mexico_City

Imagem 2Porto de Lázaro Cárdenas” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_de_L%C3%A1zaro_C%C3%A1rdenas

Imagem 3Shanghai, centro financeiro chinês” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_China

About author

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.
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