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México expressa preocupação com os atrasos do serviço alfandegário estadunidense

O governo do México expressou preocupação aos Estados Unidos na última sexta-feira (dia 26 de abril) sobre os atrasos causados pela administração Trump no movimento de mercadorias e pessoas em toda a fronteira com o México, fato que está prejudicando o comércio.

A Secretaria das Relações Exteriores mexicana informou que apresentou uma nota diplomática à Embaixada dos EUA no México sobre o assunto. Este é o mais recente sinal de tensão nas relações com os Estados Unidos.

Os atrasos ocorreram desde que o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou fechar a fronteira no mês passado (março de 2019), caso o México não impeça os imigrantes ilegais de chegarem ao território estadunidense. De acordo com o comunicado, “A Secretaria das Relações Exteriores sinalizou a urgência de melhorar o movimento de bens e pessoas, e de aprofundar a cooperação mútua para garantir a eficiência e a segurança de nossa fronteira compartilhada”. Após a ameaça de Trump, os agentes de fronteira dos EUA foram deslocados para lidar com o fluxo de migrantes, causando atrasos.

Carros demoram até duas horas para cruzarem a fronteira México-EUA

O Governo mexicano já manifestou preocupação com os atrasos, dizendo que esta semana é vital para acelerar o fluxo de mercadorias e pessoas na fronteira. Contudo, apesar dos avisos de Trump e da probabilidade de os migrantes enfrentarem meses de espera pelos processos de solicitações de refúgio na fronteira, o fluxo de pessoas continua.

Alguns grupos de migrantes frustrados com o esforço do governo mexicano em dificultar o movimento migratório acabam deixando a região fronteiriça e embarcam em trens de carga no norte do México, em busca de alternativas, enquanto outros continuam tentando atravessar o território mexicano rumo aos EUA.

Na última quinta-feira (dia 25 de abril), cerca de 1.300 migrantes escaparam de um centro de detenção perto da fronteira sul com a Guatemala. Mas, após algumas horas, voltaram ao centro, segundo o governo do México.

Soldado estadunidense vigia a fronteira com o México

A atual questão migratória existente na fronteira entre México e EUA, vista como uma crise, principalmente pelo governo estadunidense, provoca tensões desde o início do mandato de ambos os governos. Entretanto, até o momento, nenhum dos atores envolvidos apresentaram propostas multilaterais para tentar resolver o problema, apenas ações unilaterais que acabaram gerando conflitos.

De acordo com alguns especialistas, a política externa identificada como unilateral e isolacionista de Trump dificulta a aproximação entre os Estados afetados pelo fenômeno migratório (México e EUA) e aqueles identificados como origem do fluxo migratório ilegal (como Guatemala, El Salvador, Honduras), fato que diminui as chances de o problema ser solucionado no médio ou curto prazo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Engarrafamento na travessia da fronteira MéxicoEUA” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Mexico%E2%80%93United_States_border_crossings

Imagem 2Carros demoram até duas horas para cruzarem a fronteira MéxicoEUA” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Mexico%E2%80%93United_States_border

Imagem 3Soldado estadunidense vigia a fronteira com o México” (Fonte): https://en.wikipedia.org/wiki/Mexico%E2%80%93United_States_border

About author

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.
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