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Moody’s e S&P’s alertam: Nota do Reino Unido pode baixar

As agências de avaliação de risco Standard and Poor’s e Moody’s avaliaram negativamente o resultado das eleições britânicas do último dia 8 de junho (2017). Elas afirmam que o novo cenário de instabilidade política pode agravar a já complicada trajetória de crescimento econômico do país.

O Reino Unido já havia perdido pela Moody’s o AAA, o mais cobiçado selo de bom pagador do mercado financeiro, em fevereiro de 2013, e ganhou uma perspectiva de nota negativa pela mesma agência em junho de 2014. Pela S&P’s, o país perdeu o AAA após a votação do Brexit, ocorrida dia 23 de junho de 2016. Agora, enfrenta a possibilidade de um novo rebaixamento de nota pelas duas agências, visto que ambas se manifestaram negativamente depois o resultado das últimas Eleições.

Elas foram convocadas por Theresa May, Primeira-Ministra do Reino Unido desde 13 de julho de 2016 e sucessora de David Cameron, que renunciou após a decisão da população a favor do Brexit. Apesar de ser do mesmo partido político de Cameron, o Partido Conservador, May fez a convocação por acreditar que precisava aumentar sua maioria no Parlamento para negociar a saída da União Europeia.

Em um resultado surpreendente, o Partido Conservador, que era majoritário por 12 assentos no período anterior ao Pleito eleitoral, perdeu 13 assentos. A partir de uma aliança com o Partido Unionista Democrático, os conservadores garantiram um Governo Minoritário. Dessa forma, ao contrário das expectativas de May, formou-se um Parlamento com uma menor base de apoio para a Primeira-Ministra que anteriormente.

Logo da Moody’s

Os mercados responderam negativamente ao resultado eleitoral, com a libra esterlina, a moeda britânica, se desvalorizando. As agências mostraram postura similar. De acordo com a Reuters, para a Moody’s “o futuro da nota do Reino Unido dependerá de dois fatores: o resultado das negociações para saída da União Europeia e as implicações dessa saída para seu crescimento econômico. Segundo, desenvolvimentos nas contas fiscais, dado o déficit fiscal e o aumento da dívida pública do país”. O governo minoritário de May, para a Moody’s, possui uma maior tendência a aumentar a dívida pública do país, um índice que já é excessivamente elevado, de acordo com a avaliação da agência.

Para a Standard and Poor’s, por sua vez, um governo minoritário não é positivo para o ambiente de negócios. Sobre o Brexit, a agência afirmou que, apesar das expectativas, ainda não é possível saber se a reestruturação do Parlamento, que aumentou o espaço político do Partido Trabalhista, acarretará em uma saída mais branda da União Europeia, pela qual os britânicos ainda permaneceriam em um mercado único europeu. Dessa forma, apesar de a eleição não ter causado mudanças de notas, ambas as agências se mostram apreensivas com seus resultados e alertam para possíveis mudanças futuras da nota soberana do Reino Unido.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Parlamento Britânico (. FonteMaurice):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:British_Houses_of_Parliament.jpg

Imagem 2Logo da Moodys” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Moodys_logo_blue.jpg

About author

Mestranda em Economia Política Internacional pela UFRJ e Bacharel em Relações Internacionais pela UFRGS. Ex-pesquisadora do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais e do Centro Brasileiro de Estudos Africanos. Atualmente é estagiária do the South-South Exchange Programme for the Research on the History of Development (SEPHIS). Se interessa por assuntos relacionados aos países em desenvolvimento e recentemente tem focado no sistema financeiro internacional.
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