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NOTAS ANALÍTICAS

Movimento militar chinês preocupa Tokyo

As ilhas “Diaoyu”, também conhecidas como Senkaku pelos japoneses, passou a ser observada por barcos-patrulhas da China, sendo este um movimento que preocupa Tokyo. Ontem, as embarcações  Yuzheng-202, Yuzheng-204 e Yuzheng-35001, que pertencem a China, iniciaram a patrulha na região. Segundo o “Ministério da Agricultura” chinesa, o envio ocorreu para garantir a defesa da pesca oceânica da China, pois neste mês iniciou a temporada de desova das espécies marinhas.

 

No “Mar do Leste da China” a Marinha chinesa já havia iniciado exercícios militares com munição real, os quais serão finalizados no dia 15 deste mês (julho). Alguns especialistas e órgãos de imprensa japonesa entenderam a manobra como uma resposta ao Governo japonês, que estuda a possibilidade de comprar o arquipélago, ou seja, as ilhas Senkaku.

Para o especialista militar da China, o general Yin Zhuo, “Essa suposição não tem fundamento, uma vez que a disputa sobre a Ilha Diaoyua já existe há dezenas de anos. A China realiza exercícios militares várias vezes por ano no Mar do Leste e os exercícios são planejados, aprovados e preparados com antecedência. Essa manobra realizada nestes dias foi decidida no ano passado. Não se realizam exercício militares de grande dimensão apenas devido a um incidente casual”*.

A região está instável, os desacordos entre Tokyo, Beijing e Taipei estão longe de chegar a um “ponto final”, mas, pelo período em que existem estas disputas territoriais, sem a ocorrência de conflitos armados, ainda é cedo para definir se as “mobilizações militares” de ambos os lados poderão dar início a algum tipo de conflito bélico.

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Fontes:

* Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/07/10/1s153508.htm

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Ver Também:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/07/11/1s153537.htm

 

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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