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Novo governante mexicano planeja acabar com as importações de combustível

Conforme estão nas declarações feitas na mídia, o Presidente eleito do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, afirmou no último sábado (dia 7 de julho) que tentará acabar com as maciças importações mexicanas de combustível, quase todas dos Estados Unidos, durante os três primeiros anos de seu mandato, além de aumentar a capacidade de refino no país. “O objetivo é que deixemos de comprar gasolina estrangeira até o meio do meu mandato de seis anos”, declarou López Obrador, repetindo uma posição que ele estabeleceu durante a campanha. E complementou: “Vamos reavivar imediatamente nossa atividade de petróleo, exploração e perfuração de poços, para termos petróleo bruto”.

Instalação petrolífera

Na campanha eleitoral, ele apresentou seu plano de afastar o México da gasolina estrangeira como meio de aumentar a produção interna de petróleo bruto e de valor agregado, e não por se tratar de uma questão comercial com os Estados Unidos.

Reiterou neste sábado seu objetivo de construir uma grande refinaria de petróleo, ou duas refinarias de médio porte durante sua administração, que começa em 1º de dezembro próximo. Até agora, julho de 2018, o México importou uma média de 590.000 barris por dia de gasolina e outros 232.000 de diesel, já que a produção nas refinarias domésticas do país diminuiu constantemente.

As importações estrangeiras de gasolina cresceram quase dois terços, enquanto as importações de diesel mais do que dobraram desde 2013, o primeiro ano do mandato do presidente Enrique Peña Nieto, segundo dados da companhia nacional de petróleo Pemex. Enquanto isso, as seis refinarias de petróleo no México, de propriedade da mesma Pemex e operadas por ela, estão produzindo muito abaixo de sua capacidade, com uma média de 220.000 barris de gasolina até este momento de 2018.

Refinaria

Obrador também criticou fortemente a revisão constitucional de energia de 2013, que acabou com o monopólio da empresa e permitiu que as principais corporações internacionais de petróleo operassem campos por conta própria pela primeira vez em décadas. A revisão foi projetada para reverter 14 anos de produção de petróleo e já resultou em leilões competitivos que concederam mais de 100 contratos de exploração e produção para petrolíferas como a Royal Dutch Shell e a ExxonMobil. Conforme declarou: “O mais importante é resolver o problema da queda da produção de petróleo bruto. Estamos extraindo muito pouco óleo”.

Pelos dados divulgados, durante os primeiros cinco meses deste ano (2018), a produção de óleo cru mexicano ficou em média em torno de 1,9 milhão de barris, uma queda drástica em comparação com a produção de pico de quase 3,4 milhões em 2004, e 2,5 milhões em 2013.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Plataforma marinha de extração do petróleo da PEMEX no Golfo do México” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leo

Imagem 2Instalação petrolífera” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leo

Imagem 3Refinaria” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Petr%C3%B3leo

About author

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.
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