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[:pt]O Pivô Estratégico da China para o Oriente Médio[:]

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No dia 8 de setembro do ano de 2016, foi realizado em Pequim o primeiro seminário de oportunidades econômicas entre China e Irã, no contexto da Nova Rota da Seda. A República Islâmica do Irã é um Estado importante para a articulação geoestratégica da Nova Rota da Seda, o país possui cerca de 80 milhões de habitantes, tendo igualmente uma importante localização – próximo do Golfo Pérsico e do Mar Cáspio, além de ser o quarto maior país detentor de reservas de petróleo e gás natural no mundo.

No dia 23 de janeiro de 2016, foi oficializada a parceria estratégica entre China e Irã, na visita de Estado do presidente Xi Jinping à Teerã. Foram assinados 17 acordos estratégicos envolvendo setores como infraestrutura de portos e rodovias, energia e cooperação nuclear, além de comércio. Nesta ocasião, os Chefes de Estado acordaram um plano para aumentar os fluxos comerciais entre os países, no montante de US$ 600 bilhões, nos próximos 10 anos.

A China se manteve como o maior parceiro comercial do Irã pelo sétimo ano consecutivo, sendo que, em 2015, os países tiveram um volume de comércio de US$ 1,421 bilhão. O Irã pretende atrair a instalação de empresas chinesas no seu território, visando o desenvolvendo de cadeias produtivas locais. Se o movimento for bem sucedido, a instalação de empresas chinesas no Irã poderá constituir um importante pivô para a inserção da China em outros países do Oriente Médio.

A maior participação chinesa no Oriente Médio incluiu neste ano (2016) visitas de Estado ao Egito e à Arábia Saudita, além do aumento da participação da China na tentativa de resolução de conflitos na região, incluindo a de mediar as tensões entre iranianos e sauditas e a sua participação na busca de resolução para o conflito na Síria.

A estabilidade política e o desenvolvimento econômico do Oriente Médio são elementos importantes para a estratégia de projeção continental chinesa para o oeste, conforme o relatório oficial de políticas da China para os Estados Árabes. Os seus investimentos estrangeiros diretos nos países da Nova Rota da Seda aumentaram em uma porcentagem de 38,6% no ano de 2015.

Atualmente, a China é o segundo maior exportador de investimentos estrangeiros diretos no mundo, tendo contabilizado o montante de US$ 145,86 bilhões aportados no ano passado (2015), estando atrás apenas dos Estados Unidos.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a5/Iran_China_Locator.png

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About author

Mestrando em Estudos Contemporâneos da China pela Renmin University of China (RUC) e pesquisador afiliado pela Silk Road School. Mestre em Relações Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2016.
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