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No dia 1º de julho de 2013, o Presidente norte-americano, Barack Obama, em viagem pelo continente africano, visitou, dentre vários países, a Tanzânia e lá buscou construir uma nova parceria econômica, não apenas com aquele país, mas com a região africana como um todo.

Observadores afirmam que, dentre os vários motivos impulsionadores da iniciativa do referido “Chefe de Estado” deve-se, principalmente, para fins de estabelecer concorrência com a China, a qual tem investido maciçamente no continente em anos recentes. Tal afirmação pode ser corroborada pelo fato de Obama estar “estreitando laços” com a região apenas três meses após o “tour realizado por Xi Jinping (o Presidente Chinês).

Durante o percurso por alguns países, o Mandatário estadunidense asseverou “que seu país não foi ameaçado pelo papel da China, mas disse aos africanos para se certificarem de que todos os investidores estejam retribuindo à África, além de consumirem suas matérias-primas[1].

E, de modo a efetivamente aproximar-se mais do continente, Obama anunciará no dia 30 de julho, na África do Sul, um plano de apoio à região no montante de US$ 7 bilhões, com o principal fito de auxílio no setor elétrico, notadamente para o espaço da África Subsaariana, onde dados apontam que mais de dois terços da população vivem sem acesso à luz. A medida recebeu o nome de “Power África e envolve Etiópia, Gana, Quênia, Libéria, Nigéria e Tanzânia, sendo que os recursos serão aplicados no prazo de cinco anos.

Especificamente com a Tanzânia, o Presidente norte-americano lançou um projeto denominado “Comércio na África, cujo objetivo inicial é focar um bloco comercial do leste africano que possui uma população total estimada em 130 milhões de pessoas, ou seja, milhões de potenciais consumidores de produtos exportados pelos Estados Unidos.

O Representante do país, Jakaya Kikwete, por sua vez, brincou dizendo que estava satisfeito com o apoio dos EUA, mas relutante em afirmar que “Os EUA estão fazendo o suficiente? Os EUA têm feito muito. Mas se eu disser que eles têm feito o suficiente, então o presidente não vai ouvir os meus novos pedidos[1].

Isso mostra o que diversos estudiosos e observadores têm afirmado ao longo dos últimos anos no sentido de que o continente africano é o novo “El Dorado”, tão perseguido na antiguidade pela existência de supostas riquezas, como decorrência de lendas indígenas contadas a diversos exploradores, principalmente espanhóis.

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Imagem (Fonte):

http://www.kinocinema.net/gimage/de47a5b1a36529518836113896b7417c.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/obama-busca-parceria-economica-com-africa-em-visita-a-tanzania,2dc9beee69b9f310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html  

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Ver também:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/06/30/obama-prepara-anuncio-da-liberacao-de-us-7-bilhoes-para-a-africa/

 

About author

De Nacionalidade Moçambicana, é mestrando em História do Mundo no Instituto de Estudos Africanos da Universidade Normal de Zhejiang, na China. Graduado em História pela Universidade Eduardo Mondlane em Maputo (2007). Possui experiência na docência de disciplinas de História Geral e da África Austral. Interesses: História de Moçambique, relações China-Moçambique, política externa chinesa no nordeste e sudeste da Ásia, relações China-África, cultura cibernética popular na China. Fala Português, Inglês, Francês e conhecimento razoável de chinês.
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