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Observadores ratificam resultado de eleições na América do Sul (Guiana e Suriname)

Em 11 de maio de 2015, a Guiana realizou eleições gerais, que resultaram na escolha de um novo Presidente. O cargo foi disputado, principalmente, pelo então presidente em exercício Donald Ramotar, do Partido Popular Progressista/Cívico (PPP/C) e pelo brigadeiro aposentado da Força de Defesa Guianense, David Arthur Granger, da Uma Parceria para a Unidade Nacional e Aliança pela Mudança (APNU/AFC)[1].

A Guiana possui uma tradição recente na realização de processos eleitorais, haja vista que seu primeiro pleito foi realizado em 1992 e, desde então, conta com a presença de observadores internacionais, como uma forma de assegurar que, ao final da votação, os resultados sejam respaldados pela comunidade internacional[2].

Assim, logo após a divulgação pela Comissão de Eleições da Guiana (Gecom) de que o Brigadeiro Granger havia sido eleito, organizações internacionais especializadas no monitoramento internacional de processos eleitorais, que estiveram presentes acompanhando os eventos no país sul-americano, emitiram comunicados que ratificaram os resultados das eleições. O Centro Carter, inclusive, em sua 100ª Missão de Observação Eleitoral, emitiu uma declaração na qual assegurava que o pleito realizado na Guiana, seguiu padrões internacionais compatíveis com aqueles desejados em eleições democráticas[3].

O Suriname também contou com a presença de uma série de missões internacionais, em virtude da realização de eleições, em 25 de maio, que, ao contrário do caso guianense, mantiveram o presidente Desi Bourtese, do Partido Nacional Democrático (PND), à frente da condução do país por mais cinco anos. A missão de observação da Comunidade do Caribe (Caricom) e da União de Nações SulAmericanas (Unasul) declararam que, apesar dos protestos da oposição[4], as eleições foram transparentes, livres e justas[5].

O partido de Bourtese conseguiu maioria no Congresso Surinamense, tendo conquistado 27 cadeiras, sendo que a Assembleia Nacional do país conta com 51 assentos no total. A coalisão de seis partidos de oposição V7 alcançou 17 cadeiras, e o restante foi distribuído entre os demais partidos[6].

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Imagem (Fonte):

 

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.miamiherald.com/news/nation-world/world/americas/article20562024.html

[2] Ver:

http://www.bbc.com/news/world-latin-america-32688776

[3] Ver:

http://www.cartercenter.org/news/publications/election_reports.html#guyana

[4] Ver:

http://www.jamaicaobserver.com/latestnews/Suriname-s-governing–party-protests-election-results

[5] Ver:

http://laht.com/article.asp?ArticleId=2389345&CategoryId=14092

[6] Ver:

http://www.plenglish.com/index.php?option=com_content&task=view&id=3825551&Itemid=1

About author

Doutoranda em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. Mestre em Relações Internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais, com ênfase em Ciência Política. É assistente de pesquisa do Observatório Político Sul-Americano (OPSA-IESP/UERJ) e Desenvolve atividade de pesquisa no Grupo de Estudos Interdisciplinar de Fronteiras (GEIFRON), da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
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