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ÁFRICAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

“Organização Mundial do Comércio” incentiva investimentos em “Cabo Verde”

Como mencionado na nota analítica da semana passada, em 8 de julho de 2013, a “Comissão Econômica para a África” (ECA) e a “Organização Mundial do Comércio” (OMC), por intermédio de seus representantes, assinaram um “Memorando de Entendimento” com vistas a aperfeiçoar a assistência técnica relacionada ao comércio, bem como a capacidade de autodesenvolvimento dos países africanos, indistintamente.

Nas palavras do Diretor desta instituição, Pascal Lamy, “desenvolver capacidade negocial é um passo necessário para a África participar mais efetivamente da economia global. A Comissão Econômica para a África das Nações Unidas (UNECA) é unicamente constituída para funcionar como um parceiro da Organização Mundial do Comércio na garantia de maior efetividade no auxílio para o comércio africano[1].

Paralelamente a isso, a OMC promoveu um intenso debate acerca de se ampliarem as oportunidades de investimento, pontualmente, em “Cabo Verde”. Tamanha foi a importância dada ao tema que o próprio Primeiro-Ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, presidiu em Genebra (Suíça) a mesa redonda da instituição internacional dedicada à discussão de temas voltados ao país africano.

Nos mesmos moldes, quanto ao “desejo” africano de se inserir de modo mais proeminente e relevante no mundo e nas relações internacionais, o representante de “Cabo Verde” assim se manifestou: “quer inserir-se competitivamente no mundo[2]. Isso denota o alinhamento deste país específico com o que almeja o continente como um todo, nos termos do Acordo assinado entre OMC e ECA (supra).

Ambos os eventos visaram a, precipuamente, debater a importância do papel desempenhado pelo setor privado, pelos empréstimos internacionais e pelos investimentos no desenvolvimento do continente africano e, no caso sob análise, o de “Cabo Verde”, foi dado maior destaque à relevância do primeiro (a “esfera privada”).

Ao lado das tratativas com a “Organização Mundial do Comércio”, o Primeiro-Ministro cabo-verdiano realizou diversos encontros bilaterais com importantes figuras políticas e empresariais mundiais presentes ao evento, de modo a estreitar seus relacionamentos.

Antes de ir à Suíça, José Maria Neves “esteve nos Países Baixos onde se reuniu com seu homólogo neerlandês, Mark Rutte, e manteve um encontro com o burgomestre (chefe do Executivo = prefeito) da cidade de Roterdão e empresários deste país[3].

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Imagem OMC e Cabo Verde firmam parcerias” (Fonte):

http://i.olhares.com/data/big/186/1864878.jpg

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Fontes consultadas:

Ver [1]:

http://www.wto.org/english/news_e/news13_e/igo_06jul13_e.htm

Ver [2] e [3]:

http://www.africa21digital.com/economia/ver/20033048-omc-promove-debate-sobre-oportunidades-de-investimentos-em-cabo-verde

 

About author

Advogado (Unicuritiba). Pós-Graduado pela mesma instituição, em Direito Internacional. Realizou curso de aperfeiçoamento em Negócios Internacionais ("International Trade") no Holmes Institute, em Melbourne (Austrália). Mestrando em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atual membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR.
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