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COOPERAÇÃO INTERNACIONALEuropaNOTAS ANALÍTICAS

Os cidadãos excluídos na Dinamarca

A Dinamarca recebeu um fluxo grande de refugiados nos últimos anos e é membro da União Europeia (UE), a qual possui como regra a livre circulação de bens e pessoas entre os Estados que a constituem. Parcela da população que habita o território dinamarquês é estrangeira, que imigrou em busca de novas oportunidades profissionais e condições de vida.

Tem-se destacado o fato de que crescente quantitativo de estrangeiros no país cumprem seus deveres como parte da população, pagam os impostos e desfrutam de diversos bens coletivos na Dinamarca, mas estão excluídos do processo político local. Ou seja, esse grupo de pessoas vive no país, porém não pode se inserir nas tomadas de decisão políticas que afetam suas próprias vidas.

Segundo foi noticiado pelo jornal Copenhaguen Post, o serviço de estatísticas dinamarquês, o Danmarks Statistik, registrou 439.000 estrangeiros no país em janeiro deste ano (2019) com mais de 18 anos, mas que não podem votar na Dinamarca. O alto índice equivale a 9,4% da população adulta, tendo a capital Copenhague junto com outras cidades a oeste uma margem superior aos 15%. Um dos maiores percentuais de adultos estrangeiros não votantes é encontrado na pequena cidade de Ishøj, com 23% de não-cidadãos.

População dinamarquesa – gráfico

Em referência ao assunto, a Chefe do Departamento de População da Danmarks Statistik, Dorthe Larsen, afirmou no respectivo jornal (Copenhaguen Post): “O número de pessoas incapazes de votar porque são estrangeiros aumentou muito nos últimos 40 anos, então o número de pessoas que não podem votar agora é maior do que a população adulta de Aarhus e Odense combinados”.

O fato interessante da situação é que a origem imigrante é majoritariamente europeia, com 45% oriunda de Estados da UE, sobretudo poloneses (33.500) e romenos (25.700), e 19% vindas de Estados europeus não participantes da UE, como os turcos (24.400), seguida de um fluxo migratório asiático que corresponde a 24%.

Os analistas apontam a globalização e a qualidade de vida como alguns dos fatores que explicam o considerável aumento de estrangeiros na Dinamarca em tempos recentes. Em relação a não participação em pleitos, o caso, em primeiro plano, reflete a soberania do Estado na concessão de direitos políticos para estrangeiros; e, em segundo plano, a dificuldade que a sociedade dinamarquesa poderia estar enfrentando para absorver culturas diversas em seu interior.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Não cidadão” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/ff/Disclogo1.svg/681px-Disclogo1.svg.png

Imagem 2 População dinamarquesa gráfico” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cc/Population_of_Denmark_1.January_2012_by_ancestry_and_continents_of_origin..gif

About author

Mestre em Sociologia Política (2018) e Bacharel em Relações Internacionais (2014) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ vinculado a Universidade Cândido Mendes. Atualmente incorpora o quadro do CEIRI Newspaper, onde atua na qualidade de colaborador voluntário na produção de notas analíticas e conjunturais na área de política internacional europeia com ênfase nos Estados Nórdico-Bálticos e Rússia.
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