fbpx
EUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Os exercícios da Aurora 17 na Suécia

Os exercícios da Aurora 17 ocorreram na Suécia no período de 11 a 29 de setembro deste ano (2017) e contaram com a participação de aproximadamente 21 mil militares de 8 nacionalidades diferentes. O objetivo do jogo de guerra foi simular uma invasão no território sueco por forças estrangeiras nas áreas de Mälardalen, Estocolmo, Gotemburgo e na ilha de Gotlândia.

Forças Armadas da Suécia

A Aurora 17 foi dividida em quatro fases distintas: a preparação (11 a 18/10), a habilidade (19-23/10), a defesa (24-27/10) e a liquidação (28-29/10), com manobras feitas em terra, céu e mar. Devido ao caráter defensivo, os militares utilizaram estradas e aeroportos em conjuntos com os civis, o que resultou em reclamações e protestos.

Conforme afirmação do Jornal Expressen, as Forças Armadas da Suécia ficaram encarregadas pela condução dos exercícios e recepção dos contingentes internacionais, dos quais destacam-se a presença de 1.435 militares dos Estados Unidos, 270 militares finlandeses e quantitativos menores de Estados regionais, além dos 19.000 militares nacionais.

A duração da Aurora 17 aconteceu quase que simultaneamente aos exercícios da Zapad 2017, que reuniu a Rússia e a Bielorrússia no Leste Europeu. Os especialistas não consideram o fato como coincidência, visto que ambos os jogos são considerados ações de demonstração de força bélica na região, apesar do caráter defensivo de ambos os exercícios.

O major general Urban Molin, Chefe da Administração de Relações Especiais das Forças Armadas da Suécia, declarou no site Försvarsmakten: “Nossa participação na Aurora foi boa também porque pudemos nos testar completamente. Testamos se o material está considerável e aplicamos conceitos operacionais e métodos que usamos na guerra. O que agora podemos dizer é que nossa adaptação à imagem de ameaça em mudança foi bem-sucedida. Ganhamos um medidor de valor que podemos resolver a nossa tarefa mais importante: fornecer aos nossos decisores políticos e militares opções de ação além das capacidades convencionais de ligação”. 

Os analistas entendem como um fator positivo a disposição sueca para a realização de um exercício dessa envergadura, mas observam com cautela a participação dos Estados Unidos na Aurora 17, visto que sua atuação poderia contribuir para o aumento das tensões políticas regionais, as quais, esporadicamente, refletem os desconfortos com a Rússia.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1 Mapa da Suécia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/ba/Sweden_location_map%2C_40south.svg/500px-Sweden_location_map%2C_40south.svg.png

Imagem 2 Forças Armadas da Suécia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/01/Swedish_forces_in_Afghanistan.jpg/640px-Swedish_forces_in_Afghanistan.jpg

About author

Mestre em Sociologia Política (2018) e Bacharel em Relações Internacionais (2014) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ vinculado a Universidade Cândido Mendes. Atualmente incorpora o quadro do CEIRI Newspaper, onde atua na qualidade de colaborador voluntário na produção de notas analíticas e conjunturais na área de política internacional europeia com ênfase nos Estados Nórdico-Bálticos e Rússia.
Related posts
ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Fundo Monetário Internacional estima crescimento da economia chinesa em quase 2%, contrariando tendência mundial

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Conselho Europeu se reúne para tratar de ação conjunta europeia para combater a COVID-19

NOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

As cidades mais caras da América Latina

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Resposta à COVID-19 nas Américas pode sofrer transformação a partir de novos testes rápidos

Receba nossa Newsletter

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá!