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Os investimentos da China em 5G eclipsarão os da América do Norte

Estima-se que os investimentos da China na rede de 5G ultrapassem os da América do Norte entre 2019 e 2023, à medida que a segunda maior economia do mundo vem substituindo o 4G para a tecnologia celular da próxima geração, informa o jornal South China Morning Post.

Segundo o Dell’Oro Group, empresa americana de pesquisa de marketing independente, o gasto total da China em 5G será duas vezes maior que o da América do Norte no mesmo período. O ritmo dos investimentos de Pequim marca a tentativa chinesa de avançar na corrida global pelos sistemas de telecomunicação da próxima geração, que auxiliarão no funcionamento da internet industrial, dos carros autônomos e das cidades inteligentes.

Serviços comerciais de 5G móvel já existem nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Coreia do Sul, na Austrália, na Espanha e na Suíça. Contudo, a escala do mercado chinês obscurecerá o tamanho combinado dessas economias, neutralizando as vantagens de serem os primeiros mercados a adotarem essa tecnologia.

De acordo com uma porta-voz da Dell’Oro, os gastos combinados da China em 4G e 5G ultrapassarão os 40 bilhões de dólares (aproximadamente, 149,7 bilhões de reais, de acordo com a cotação de 19 de julho de 2019) entre 2019 e 2023. O investimento total de Pequim em 5G está previsto entre os 130,8 bilhões de dólares e os 218 bilhões de dólares (entre 489,7 bilhões de reais e 816,1 bilhões de reais, ainda de acordo com a cotação de 19 de junho de 2019) entre 2020 e 2025, segundo um estudo publicado em março pela Academia de Informação e Telecomunicações da China, um instituto de pesquisa do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MITI).

Celular com tecnologia 5G da empresa chinesa ZTE

A implantação da rede de infraestrutura será realizada pelas operadoras de rede China Mobile, China Unicom e China Telecom. Além dessas três empresas, o MITI também concedeu uma licença comercial de 5G para a China Broadcasting Network, em junho de 2019.

O potencial do 5G já se tornou visível na China por meio de diversos projetos notórios. Durante o Auto Show de Xangai, em abril de 2019, a China Mobile promoveu seu apoio à tecnologia de veículos autônomos, utilizando uma rede de 5G. Ela permitiu que um piloto do Auto Show controlasse um carro a mais de 1.000 quilômetros de distância, em Pequim.

Prevê-se que o gasto global em redes de 5G alcance 1,3 bilhão de dólares (em torno de 4,8 bilhões de reais, segundo a cotação de 19 de julho de 2019) entre 2019 e 2025, de acordo com dados publicados em abril pela consultora britânica GSMA Intelligence. O China Internet Report, editado pela empresa de consultoria chinesa Abacus, estima que os chineses terão 460 milhões de conexões de 5G até o fim de 2025, o equivalente a 28% do total de redes de conexão móvel no país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Estações móveis da China Mobile, da China Unicom e da China Telecom, em Pequim” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/w/index.php?sort=relevance&search=China+mobile&title=Special:Search&profile=advanced&fulltext=1&advancedSearch-current=%7B%7D&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=cqyarasf2akkfnzbi6jczwvn3#%2Fmedia%2FFile%3AMobile_BST_IMG_5710_China_Mobile_China_Unicom.jpg

Imagem 2 Celular com tecnologia 5G da empresa chinesa ZTE” (Fonte): https://commons.wikimedia.org/wiki/File:5G_phone_-ZTE_Axon_10_Pro_5G(2).jpg#/media/File:5G_phone_-ZTE_Axon_10_Pro_5G(2).jpg

About author

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP). Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Durante a graduação, foi bolsista do Programa Santander Universidades na Universidade de Coimbra, em Portugal. Integra o Grupo de Pesquisa Pensamento e Política no Brasil da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase nas linhas de pesquisa de Pensamento Político Brasileiro e de Relações Internacionais, atuando principalmente nos estudos sobre Política Doméstica e Externa da China, Segurança Internacional, Diplomacia e Diásporas Asiáticas. Associado à Midwest Political Science Association (MPSA).
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