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Os protestos nacionais na “República da Turquia” causam conflito entre o país euro-asiático e os EUA

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davútoglu (Ahmet Davutoğlu) conversou via telefone com o colega norte-americano John Kerry[1], para expressar a insatisfação de Ancara em relação aos comentários de Washington sobre os protestos anti-governamentais que ocorrem em Istambul e vários cidades turcas.

Os EUA definiram as demonstrações como situação extraordinária”. Kerry expressou sua preocupação com a violência usada pelas Forças Armadas de Segurançaturca, pois os “Estados Unidos” questionam a eficácia dessa atitude e se é adequada no âmbito da integridade do modelo consensual de democracia na Turquia. O Davutoglu, por sua vez, comparou os protestos com a Ocupação de Wall Street”, em 2011, nos Estados Unidos, e com outros ocorridos em alguns países, que tiveram configuração similar.Segundo o diário turco Zamán[2], foram detidos “provocadores querendo protestos sanguinários[2]. Além disso, no bairro Beioglu”, em Istambul, a polícia arrestou seis cidadãos estrangeiros com passaportes diplomáticos, alegando que  eles se infiltraram nos protestos para “estimular atos violentos entre os manfestantes[2], mas há dúvidas se essas pessoas, cidadãos da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e Grécia, são agentes de inteligência.

Protestos em apoio das demonstrações na Turquia foram organizados também no país vizinho Bulgária. Numa entrevista especial para a Televisão Nacional da Bulgária” e para o CEIRI NEWSPAPER, um dos organizadores, Alper Kasupoglu[3], apontou que “os protestos são contra o sistema capitalista que prejudica a natureza e também contra o partido do Erdogan[3]. Os protestantes adicionaram que a reurbanização da “Praça Taksim” só incentivou as demonstrações.

Simultaneamente o premiê turco Recep Tayyip Erdogan Erdogan[4] respondeu aos distúrbios com uma exibição pública de raiva contra aqueles que ocuparam a praça Taksim, em Istambul, que promoveram protestos em outras grandes cidades[5]. Os manifestantes foram definidos como extremistas” e “saqueadores” e as redes sociais como uma “praga para a sociedade”.

Segundo “a cultura da virtualidade real” (formulação teórica do sociólogo espanhol Manuel Castells)[6] as culturas consistem em processos de comunicação e uma vez sendo a comunicação baseada em sinais, não há separação entre “realidade” e representação simbólica. Isso é importante para destacar que as relações humanas, cada vez mais, se darão em um “Ambiente Multimídia”, cujos impactos ainda estão por ser estudados.

A política externa da Turquia é orientada pelo princípio de “paz em casa, paz no mundo”, tal como estabelecido por Mustafa Kemal Atatürk. Neste âmbito, a Turquia está determinada a se tornar um membro pleno da “União Europeia” (UE)[7].Concedendo especial importância aos seus laços transatlânticos, a Turquia está fortalecendo suas relações tanto com os Estados Unidos quanto com os países europeus, enquanto continua a desenvolver os seus relacionamentos com os países dos Bálcãs, do Oriente Médio e do “Norte da África”, com o Sul do Cáucaso”, a Ásia Meridional e a “Ásia Central”. A Turquia também busca o aprofundamento das relações com a “África Subsaariana”, “America Latina” e “Ásia Pacífico”, que abriga diversos países emergentes.

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Imagem  (Fonte):

http://www.hurriyetdailynews.com/turkish-fm-davutoglu-kerry-discuss-chemical-weapon-allegations-in-syria.aspx?pageID=238&nid=46404

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.todayszaman.com/news-317492-kerry-speaks-to-davutoglu-as-us-concerns-over-protests-grow.html

 [2] Ver:

http://www.zaman.com.tr/gundem_provokatorlere-sucustu_2097555.html

[3] Ver:

http://bnt.bg/bg/productions/141/edition/32249/bylgarija_19_30_novinite_na_bnt2_1_uni_2013
(na gravação da emissora, a matéria começa aos 12 minutos e 34 segundos)

 [4] Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/06/1289934-analise-turquia-se-volta-agora-mais-para-o-oriente.shtml

[5] Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130603_turquia_erdogan_analise_cc.shtml

[6] Ver:

http://www.manuelcastells.info/en/

[7] Ver:

http://www.mfa.gov.tr/synopsis-of-the-turkish-foreign-policy.en.mfa

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About author

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).
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