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Pacto Global e ACNUR lançam plataforma para impulsionar empregabilidade de refugiados no Brasil

No mundo, em 2017, cerca de 68,5 milhões de pessoas sofreram com deslocamentos forçados. Entre elas estão quase 25,4 milhões de refugiados, mais da metade dos quais são menores de 18 anos. A estimativa é de que 20 pessoas vivenciem esta situação a cada minuto, em decorrência de conflitos ou perseguições.

Estes dados foram compilados pelo relatório “Global Trends”, publicado anualmente para analisar as mudanças nas populações de interesse do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Presente em 130 países, o papel desenvolvido pela Agência visa assegurar que qualquer pessoa, em caso de necessidade, possa exercer o direito de buscar e receber refúgio em outro país e, caso deseje, regressar a sua terra natal de forma segura.

Em relação ao Brasil, destaca-se que o país foi o primeiro no Cone Sul a ratificar a Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, no ano de 1960.  De acordo com os dados do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, até o final de 2018, 10.522 pessoas receberam este status legal.

Desse número, 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Na última semana (em 3 de abril), houve o lançamento da plataforma Empresas com Refugiados. Trata-se, portanto, de uma iniciativa da Rede Brasil do Pacto Global da ONU e do ACNUR, com o apoio da ONU Mulheres, para promover a integração desses indivíduos no mercado de trabalho brasileiro e centralizar informações gerais sobre refugiados, materiais de referência, pesquisas relevantes e orientação sobre o processo de contratação.

Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas” (Fonte – Foto: Rede Brasil do Pacto Global

Além disso, o objetivo da referida plataforma é promover um mecanismo que estruture modalidades de apoio às iniciativas privadas de capacitação profissional de refugiados, bem como trazer visibilidade para experiências adquiridas através de projetos específicos distribuídos em quatro diferentes áreas:

  • Promoção da empregabilidade;
  • Apoio ao empreendedorismo;
  • Incentivo a meios de conhecimento e educação;
  • Realização de iniciativas de sensibilização e engajamento.

Por fim, caracteriza-se como uma estratégia brasileira aliada aos 10 princípios universais nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção para o enfrentamento dos desafios da sociedade. Algumas das boas práticas podem ser conferidas neste link.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Caravana de migrantes”(Fonte Foto OIM / Rafael Rodríguez): https://nacoesunidas.org/pacto-global-para-migracao-nao-afeta-soberania-dos-paises-diz-cepal/

Imagem 2Planejamento da carreira e empreendedorismo são alguns dos temas abordados no projeto Empoderando Refugiadas”(FonteFoto: Rede Brasil do Pacto Global / Fellipe Abreu): https://nacoesunidas.org/pacto-global-e-acnur-lancam-plataforma-de-empregabilidade-refugiados/

About author

Pós-graduanda em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2018-2019). Graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2015), pela I Turma de Relações Internacionais – Turma Nelson Mandela. Ao longo da graduação, implementou o Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) da UNISINOS. Possui interesse na área de Segurança Internacional, Organizações Internacionais e Direito Internacional, especificamente, no Direito Internacional dos Refugiados e Migrações. Tem como experiência profissional assessoria técnica para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, na Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG, RS). Como articulista do CEIRI trabalha temas correlatos à América Latina.
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