NOTAS ANALÍTICASTecnologia

Painel da ONU discute alternativas para tornar a tecnologia mais inclusiva

Cerca de 3,9 bilhões de pessoas usam a internet em todo o mundo. Segundo a agência da ONU para informação e comunicação (UIT), até o final de 2018, 51,2% da população mundial possuía algum tipo de acesso a rede.

No entanto, o maior número de conexões ocorre nos países desenvolvidos, levando à marginalização daqueles que não disponibilizam de semelhante tecnologia e conexão. Logo, os países em desenvolvimento estão enfrentando dificuldades para gerenciar os impactos econômicos, sociais, culturais e políticos das transformações digitais.

Nessa perspectiva, em julho de 2018, lançou-se o Painel de Alto Nível sobre Cooperação Digital. O foco é trabalhar de forma conjunta para realizar o potencial das tecnologias digitais a fim de se promover o bem-estar e, ao mesmo tempo, mitigar os riscos para a população.

Composto por 20 indivíduos de governos, indústria privada, sociedade civil, academia e comunidade técnica, o grupo representa o conjunto de perfis que interagem na rede. Em números, durante um período de nove meses, mais de 4 mil indivíduos foram consultados, representando 104 países, 80 organizações internacionais, 203 companhias do setor privado, 125 organizações da sociedade civil, 33 organizações técnicas e 188 think tanks e instituições acadêmicas.

Encontro do Painel na Finlândia

Como resultado desses encontros, o Painel defende uma maior colaboração em temas como o uso de dados e o desenvolvimento de “bens públicos digitais”. Também, em relação aos direitos humanos e segurança na era digital, identificam-se sérios problemas de conteúdo nocivo nas redes sociais, bem como os desafios para a privacidade e a importância da confiança e da estabilidade no ambiente virtual.

Assim, postulam-se cinco recomendações:

·                Construir uma sociedade e uma economia digitais inclusivas;

·                Desenvolver capacidades humanas e institucionais;

·                Proteger os direitos humanos e a agência humana;

·                Promover a confiança, segurança e estabilidade digitais;

·                Fomentar a cooperação digital global.

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Nota:

* O relatório completo e mais informações sobre as atividades do grupo de especialistas sobre o tema pode ser conferido neste link.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Painel propõe recomendações para melhorar inclusão e segurança no mundo digital”(Fonte Foto: PEXELS (CC)): https://nacoesunidas.org/painel-da-onu-pede-cooperacao-global-para-tornar-tecnologias-digitais-mais-seguras-e-inclusivas/

Imagem 2 Encontro do Painel na Finlândia” (FonteFoto: ONU): https://digitalcooperation.org/high-level-panel-on-digital-cooperation-concludes-meetings-in-finland/

About author

Pós-graduanda em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2018-2019). Graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2015), pela I Turma de Relações Internacionais – Turma Nelson Mandela. Ao longo da graduação, implementou o Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) da UNISINOS. Possui interesse na área de Segurança Internacional, Organizações Internacionais e Direito Internacional, especificamente, no Direito Internacional dos Refugiados e Migrações. Tem como experiência profissional assessoria técnica para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, na Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG, RS). Como articulista do CEIRI trabalha temas correlatos à América Latina.
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