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NOTAS ANALÍTICAS

A China pode desistir da Coréia do Norte

A China está negociando com os Estados Unidos e com a Coréia do Sul a reunificação coreana. Essa informação está em um dos documentos publicados pela “WikiLeaks”. Autoridades de ambos os países reagiram contra o vazamento de informações secretas e desmentem. Nos documentos publicados pela ONG, a Coréia do Norte é descrita como “uma criança mimada” por Beijing. Os conteúdos foram acessados por grandes redes de notícias, como o “New York Times” e o inglês “Guardian”. Foi  este último enfatizou a frustração dos chineses com seu vizinho.

A China é um dos poucos aliados de Pyongyang e o seu governo já prevê o futuro da península coreana, quando o atual líder Kim Jong-il falecer. Quando ocorrer, acredita-se em uma disputa pelo poder na região e os futuros governantes chineses, a “futura geração” de políticos, deve se preparar para tanto. Em um dos documentos que vazaram, consta que um vice-chanceler sul-coreano ouviu de dois oficias seniores da China que a península Coreana deveria ser reunificada sob controle de Seul e tal visão ganha força entre “uma nova e mais jovem geração de líderes chineses“.

O  motivo está no descontentamento para com a Coréia do Norte, pois esta, para obter a atenção dos Estados Unidos realizou testes nucleares em 2009, em um evento que foi considerado “irresponsável” pelas lideranças de Beijing.

Uma autoridade chinesa, não identificada, disse ao jornal que o “Programa Nuclear Norte-Coreano” é “uma ameaça à segurança de todo o mundo” e, devido às atitudes deste país, apenas para ganhar a “atenção” das potencias mundiais, os planos econômicos e diplomáticos do Gigante Asiático estão sendo afetados.

De fato, todas as “Agências de Noticias” que obtiveram acesso aos documentos publicados pela Wikileaks (o “The New York Times”, o “El País”, o “Le Monde”, o “Der Spiegel” e o “Guardian”) chegaram a uma interpretação próxima, senão semelhante, no que diz respeito aos planos dos Estados Unidos, da China e  da Coréia do Sul, caso a família Kim, juntamente com seu império, entre em colapso.

Sobre os documentos apresentados, as autoridades norte-americanas abriram investigações. A China bloqueou as informações em seu território, pois algumas delas poderiam perturbar as relações sino-americanas e com os demais vizinhos.

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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