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NOTAS ANALÍTICAS

Brasil e equador vão propor regras para monitorar acordos de Defesa, feitos com países fora da região

O Brasil está propondo na Reunião de Ministros de Defesa e Ministros das Relações Exteriores da UNASUL (União das Nações da Sul-Americanas), que começou hoje, em Quito, no Equador, a criação de instrumentos de monitoramento dos Acordos de Defesa feitos com países de fora da região.

 

A proposta apresentada pelo chanceler brasileiro prevê que os demais membros do Grupo divulguem seus gastos militares, compras de armamentos e origem de arsenais. Embora seja uma sugestão, o objetivo é impedir interferências externas e estabelecer uma forma de controle das influências das grandes potências externas aos membros da UNASUL.

O argumento se baseia em questões acerca do acordo entre EUA e Colômbia, que, de acordo com a interpretação das autoridades brasileiras, dá aos norte-americanos possibilidades de interferência direta na região devido a afirmação sobre  a defesa da democracia e liberdade, que constam na parceria estadunidense-colombiana.

Segundo declaração de autoridades brasileiras, isso cria espaço para ação dos EUA na América do Sul, bastando que se julgue que tais princípios não estão sendo cumpridos nos países vizinhos da Colômbia.  

As propostas variam com a criação de mecanismos, exigências de esclarecimentos e relatórios sobre gastos militares, inclusive com a criação de uma Comissão Permanente do Conselho Sul-Americano de Defesa, para criar formas de cooperação concreta entre os membros do grupo.

Se bem conduzida, a proposta poderá trazer ganhos ao Brasil, pois terá informações estratégicas sobre os demais países da região, usando-a de forma a adequar ao seu grande potencial político e militar.

About author

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.
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