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NOTAS ANALÍTICAS

Chávez retoma tática de denunciar plano para assassiná-lo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a adotar a tática de denunciar publicamente um plano de “magnicídio”* com o objetivo de assassiná-lo. De acordo com suas declarações a oferta feita para sua morte é de 100 milhões de dólares.

Afirmou: “Eles andam pagando. Já têm, de acordo com informações muito fidedignas, dizem que têm 100 milhões de dólares para dar àquele que me mate. Um deles é o dono de um canal de televisão que neste momento está transmitindo na Venezuela”.

O principal acusado é o presidente da “Globovisión”, Gullermo Zuloaga, dono de uma das poucas redes de televisão que fazem oposição ao atual governo venezuelano, que está morando nos EUA, após fuga ocorrida no início de 2010, quando recebeu voz de prisão, sob acusação de fraude.

De acordo, com analistas internacionais, depois de fazer a nova denúncia, o mandatário aumentou o tom da critica a Zuloaga, pois está preparando nova ação contra a rede de TV oposicionista. Chávez solicitou aos poderes públicos ações contra o empresário, contra o canal “Globovisón” e insinuou que devem ser confiscados os bens de Zuloaga.

Em suas palavras, “algo deve ser feito em relação ao seu canal e às propriedades que ele detém por aqui. (…). Eu não ligo para o que eles dizem sobre mim, mas como é possível haver que um canal de televisão, cujo proprietário é um fugitivo da Justiça (…) que tem a capacidade de ir contra seu país, contra seu governo, contra seu presidente”.

O empresário esteve em Washington e fez declarações de que o Presidente da Venezuela é “uma ameaça à democracia na região”. Observadores acreditam que o tom do confronto irá se intensificar, pois o cenário vislumbrado são as eleições presidenciais venezuelanas de 2012, para as quais tanto o governo quanto à oposição já estão em campanha.

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* Assassinato de grandes personalidades públicas, normalmente líderes, com o fim de mudar os rumos da história.

About author

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.
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