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NOTAS ANALÍTICAS

Desconfiança nas relações entre Japão e Rússia

A Chancelaria japonesa está passando por um momento desafiador, quando se trata das relações entre Tókio e Moscou. As reivindicações do Japão pela soberania da ilha Kunashiri e a visita do presidente russo, Dmitri Medvedev, a esta ilha ao norte do Japão está gerando desconfiança.

O Presidente russo fez uma visita à ilha no início desta semana, ignorando os pedidos formais do governo japonês, que solicitou à autoridade russa que não a fizesse, já que é contestada a sua soberania, com forte pressão japonesa para retomar o controle sobre a região.

Após a visita, o governo japonês solicitou que o embaixador do Japão na Rússia, Masaharu Kono, voltasse a Tókio temporariamente para apresentar informações internas da política russa. Para o governo do Japão, o motivo da visita do Presidente russo à ilha não tem fundamentos e é necessário obter dados importantes sobre os reais motivos e os planos de Moscou para a região. O caso chamou a atenção de Washington, que se manifestou em apoio aos japoneses na disputa territorial.

Atualmente, a Rússia controla quatro ilhas ao norte de Hokkaido (ilha principal do Estado japonês). A presença dos russos iniciou no fim da “Segunda Guerra Mundial”, quando foi assinado o “Tratado de Rendição do Império do Japão” e as forças aliadas dividiram algumas colônias japonesas, colocando-as sob sua tutela.

A Rússia ficou ao norte do Japão, ocupando quatro ilhas. Os EUA mantiveram instalações militares na região de Okinawa e a China tomou posse de Formosa, que depois proclamou independência e passou a se chamar “República da China” (Taiwan).

O Japão reivindica as ilhas em posse da Rússia; trabalha com a questão da presença militar norte-americana em seu território, além de disputar a soberania nas ilhas ao norte de Taiwana, as ilhas de Senkaku. Para os japoneses, enquanto não estiverem claras as intenções russas na região, o governo manterá cautela em sua relação com o vizinho.

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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