NOTAS ANALÍTICAS

Efeitos imediatos pós-anúncio de Obama da “radical” reforma financeira nos EUA

A mudança das regras no quadro norte-americano é total, e pode-se resumi-lo em maior intervenção na economia, regulamentação e proteção aos consumidores. Nesta conjuntura, analistas indicam menos riscos, porém, menos benefícios para o sistema financeiro.

A notícia teve seu efeito quase que imediato. Os investidores reagiram com cautela à reforma financeira anunciada por Barack Obama, qualificado-a como a maior reforma desde a Grande Depressão (1929).

Na bolsa de Nova York, o índice DJIA (Downs Jones Industrial Average) fechou em baixa de 0,09%, com 8.497,18 pontos. O S&P também retrocedeu 0,14%, para 910,71 pontos. A Bolsa Nasdak conseguiu se salvar deste ambiente e avançou 0,66%, indo para 1.808,06.

Na América Latina, manteve-se a tendência dos últimos dois dias. Com exceção da Colômbia e da Venezuela, os demais sentiram o fluxo negativo de Wall Street. Na Argentina a Bolsa de Buenos Aires encabeçou as perdas latino-americanas cedendo 3,25%. A segunda maior queda na região teve lugar em Santiago, onde o indicador IPSA caiu 2,78%. Em Lima o Índice Geral da Bolsa de Valores retrocedeu 2,42%. Em Montevidéu, o índice IMEBO cedeu 0,22%. Já as principais Bolsas de Valores da Região, São Paulo e México, retrocederam 0,31%. Por outro lado, o mercado colombiano avançou 0,29% e Caracas ganhou 0,18%.

Cautelosos, os investidores preferem sentir os primeiros resultados da reforma para voltar a equilibrar seus investimentos de forma segura.

About author

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).
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