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NOTAS ANALÍTICAS

Nas negociações de Cancun, os analistas concluem que não houve avanços e “falta coragem”

Desde a “Conferência de Copenhaguen” (COP-15), as grandes nações culpam as demais pelas paralisações. Na percepção dos analistas, as negociações sobre o clima constituem um problema que não se resolve devido às divergências entre os interesses das nações e o ponto que impede o avanço é a “falta de coragem” dos envolvidos no processo.

Segundo o representante maltês Michael Zammit Cutajar, citado pela “Folha de SP”, “os países estão se posicionando para não serem culpados pelo fracasso, o que é uma posição muito pouco ambiciosa. (…). Há muita falta de coragem aqui”. Esta afirmação é uma crítica à falta de interesse no avanço das negociações por parte de algumas potências.

Entre as nações envolvidas, o Japão se tornou o centro das críticas. Os Estados Unidos, a China e outras grandes potências atacaram a posição japonesa contra a prorrogação do “Protocolo de Kyoto”, embora seus argumentos sejam tidos como “válidos”, pois o país passa por pressão interna e muitas de suas empresas não aceitam a continuidade do “Protocolo”. Da perspectiva do Governo, enquanto os japoneses se submeteriam às obrigações jurídicas, a China e os Estados Unidos continuariam com seu “desenvolvimento poluente”.

Para aquecer as divergências e frear as ações, o documento divulgado pelo site “Wikileaks” gerou críticas sobre os EUA e a China. Nele, é apresentada a união dos dois para barrar as negociações da COP-15, no ano passado, 2009.

Em resposta, a China declarou que está disposta a aceitar o desafio de diminuir as emissões de gases que contribuem para a emissão de CO2 na atmosfera. Como prova, apresentou sua política interna atual, com investimentos para cortar a emissão de poluentes em seu território, além do interesse pela busca de cooperação internacional com o fim obter a redução desses gases.

A “Cúpula de Cancún” para as mudanças climáticas entrou em sua fase final sem grandes acordos e estão mantidas as dúvidas sobre se os Estados Unidos, a China e outras grandes potências vão aderir às metas para contribuir com as causas climáticas.

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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