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NOTAS ANALÍTICAS

Pyongyang: quais objetivos da República Popular Democrática da Coréia?

No dia 12 de outubro, segunda-feira, a República Democrática da Coréia (RPDC), Coréia do Norte, realizou o lançamento de cinco mísseis de curto alcance nas proximidades da costa leste da península coreana. Os motivos pelos quais foram realizados os lançamentos ainda não foram confirmados, sem saber se foram testes de rotina ou por outra razão.

 

Moon Tae-young porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano se manifestou ontem, dia 13 de outubro, informando que o lançamento dos mísseis foi uma violação das resoluções das Nações Unidas. Declarou que “Os últimos testes de mísseis da Coréia do Norte violam as resoluções 1695, 1718 e 1874 do Conselho de Segurança da ONU, que proíbem qualquer atividade ligada aos mísseis balísticos”.

Esta foi a primeira vez que Seul qualificou testes de mísseis de curto alcance como violação das resoluções da ONU. Em sinal de conciliação após o ocorrido, ontem, o governo de Pyongyang aceitou manter discussões com a Coréia do sul nas questões humanitárias e a respeito das inundações na península. Isso será tratado em reuniões que estão agendadas para quarta-feira e sexta-feira, dias 14 e 16 de outubro, respectivamente.

O lançamento dos mísseis deixa dúvidas sobre as intenções da RPDC em sua política externa, apesar de neste início de outubro ter ocorrido à visita do primeiro-ministro chinês, Wen Jiaobao, tocando nas possibilidades de retornar as negociações quanto à desnuclearização da península coreana, segundo foi afirmado pelo governo de Pyongyang. Foi uma afirmação que deixou a China, os EUA, o Japão, a Rússia e a Coréia do Sul com expectativas positivas.

Enquanto Pyongyang não confirma sua volta aos diálogos, será importante acompanhar as estratégias das outras cinco nações envolvidas no processo, bem como acompanhar as ações por parte dos norte-coreanos.

Entre os países envolvidos, o que tem maior influência sobre o governo norte-coreano, sendo considerado de grande importância para as relações exteriores da Coréia do Norte é a China. A economia norte-coreana é muito dependente da China, seu principal parceiro comercial, e uma possível perda de apoio chinês seria negativamente impactante para os norte-coreanos, que são isolados da sociedade internacional.

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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