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NOTAS ANALÍTICAS

Protecionismo ou segurança?

ChinaNesta semana, duas grandes corporações chinesas de comunicação que atuam no mercado dos “Estados Unidos” foram acusadas de fornecer dados ao Governo chinês. As empresas ZTE e Huawei respondem por envolvimento com o “Governo da China” na questão das acusações de protecionismo por parte de Washington.

O Relatório da “Comissão de Segurança da Câmara dos Representantes” feito pelo “Partido Republicano” estadunidense aponta: “A China tem meios, oportunidades e motivos para usar as empresas de telecomunicações para fins maliciosos”*. O Documento defendido pelos norte-americanos gerou polêmica e Beijing respondeu a essas acusações argumentando que suas empresas se desenvolvem de acordo com os mercados.

Conforme declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Hong Lei, “as empresas tecnológicas chinesas têm ampliado os seus negócios com base nos princípios da economia de mercado. Os investimentos das duas empresas são um símbolo dos benefícios mútuos das relações econômicas e comerciais sino-americanas”*.

 

Conforme apontam analistas, ambas as empresas têm ganho muito espaço nos mercados internacionais devido aos altos investimentos em tecnologia e por oferecer produtos e serviços mais baratos que seus concorrentes, um fato que é utilizado pela China como argumento de que Washington pode estar usando o tema da segurança como desculpa para a praticar protecionismo.

As autoridades chinesas e norte-americanas estão dialogando para resolver o caso de forma pacífica, sem gerar atritos que possam comprometer suas relações comerciais.

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Fonte:

* Ver:

http://www.publico.pt/Tecnologia/cinesas-huawei-e-zte-consideradas-ameacas-a-seguranca-nacional-dos-eua-1566300

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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